Segundo pesquisa Prisma Fiscal da Fazenda, mercado estima dívida bruta em queda e inflação fechando o ano em 5,40%
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( Publicada originalmente às 15h 37 do dia 19/05/2025)
(Brasília-DF, 20/05/2025) Na tarde desta segunda-feira, 19, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF) divulgou a sua pesquisa mensal Prisma Fiscal junto aos analistas de mercado apontando melhora de expectativas
As estimativas da Dívida Bruta do Governo Geral em relação ao PIB (DBGG/PIB) para 2025 têm apresentado quedas sucessivas desde dezembro de 2024. No Prisma de maio, a DBGG/PIB prevista para o ano baixou de 80,50% em abril para 80,30%. Também houve leve redução nas previsões para 2026, de 84,55% do PIB na mediana anterior para 84,49% neste mês.
Arrecadação e despesa
A previsão dos agentes de mercado sobre a arrecadação das receitas federais no ano de 2025 ficou em torno de R$ 2,84 trilhões, mesmo patamar da coleta de abril. Comparando a previsão para o ano desta coleta de maio com aquela feita em janeiro de 2024, observa-se aumento de R$ 160 bilhões na arrecadação federal estimada. Para o próximo ano, a projeção se manteve em cerca de R$ 3,02 trilhões, mesma faixa observada em abril.
A SPE também constatou uma leve melhora nas expectativas sobre a receita líquida do Governo Central, com alta de R$ 171,35 bilhões em abril para R$ 171,57 bilhões em maio. Já para o resultado de 2025, os analistas preveem a receita líquida chegando a R$ 2,31 trilhões, valor superior à mediana de abril, que foi de R$ 2,30 trilhões.
As projeções mais recentes, coletadas em maio de 2025, indicam uma Despesa Total de R$ 2,38 trilhões para o ano, mostrando estabilidade desde as estimativas coletadas em janeiro de 2025.
Indicadores
As estimativas do mercado melhoraram em relação ao PIB nominal deste ano, em maio, subindo de R$ 12,61 trilhões para R$ 12,64 trilhões na comparação com o Prisma de abril. Para 2026, a mediana das projeções do PIB nominal passou de R$ 13,44 trilhões para R$ 13,49 trilhões.
O levantamento da SPE mostrou redução nas previsões para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, com a mediana do indicador voltando para 5,40%, abaixo dos 5,47% da previsão de abril. Já para o INPC de 2026, a previsão é de 4,46%, um pouco acima dos 4,45% estimados no mês anterior.
Quanto ao mercado de trabalho, os analistas acreditam que a taxa de desemprego ficará em 6,90% neste mês, percentual estável em relação à mediana de abril. Também houve estabilidade na previsão da população ocupada para o mês, que deve ficar em 102,97 milhões de pessoas em maio, segundo apurou a SPE.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)