RÚSSIA/UCRÂNIA: Líderes europeus, em visita a Kiev dia seguinte ao Dia da Vitória Moscou, exigem cessar fogo “Imediato” de 30 dias e anuncia medidas mais duras contra Governo de Vladimir Putin
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( Publicada originalmente às 17h 25 do 10/05/2025 )
Com agências.
(Brasília-DF, 12/05/2025) Líderes europeus se reuniram em Kiev, na Ucrânia, neste sábado, 10, dia seguinte ao evento que a Rússia fez pela Dia da Vitória, dando novo ultimato ao presidente russo, Vladimir Putin.
O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e os primeiros-ministros britânico e polaco, Keir Starmer e Donald Tusk, chegaram à capital ucraniana para manifestar o seu apoio a Kiev e se juntar aos EUA na exigência de um "cessar-fogo completo e incondicional durante 30 dias" por parte de Moscovo.
A cúpula de Kiev acontece um dia depois de Vladimir Putin ter conseguido reunir mais de 20 convidados estrangeiros, entre os quais o presidente chinês Xi Jinping, nas bancadas do desfile de 9 de maio em Moscovo.
Para o recém-eleito chanceler alemão, esta é a primeira visita à Ucrânia e a primeira viagem de comboio conjunta com Macron e Starmer.
O primeiro-ministro polaco, Tusk, chegou a Kiev separadamente e se juntou aos seus parceiros no local.
Outros líderes da "coligação dos dispostos", um grupo de países ocidentais, maioritariamente europeus, dispostos a dar garantias de segurança à Ucrânia quando a guerra terminar, irão alegadamente participar nas conversações através de uma ligação vídeo.
Os convidados foram recebidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sibiga, e por Andriy Yermak, chefe do Gabinete do Presidente. "Precisamos de acabar com esta guerra com uma paz justa. Temos de forçar Moscovo a aceitar um cessar-fogo", sublinhou Yermak, citado pelos meios de comunicação ucranianos.
Numa entrevista aos canais de televisão franceses TF1 e LCI, que deu logo no comboio que viajava para a Ucrânia, Macron apelou as "conversações diretas" entre a Ucrânia e a Federação Russa como parte de um cessar-fogo de 30 dias.
Se Moscou não concordar com as tréguas, "serão impostas sanções adicionais, muito mais duras", avisou.
No dia anterior, o presidente francês disse querer elaborar um plano conjunto EUA-Europa de cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia "nas próximas horas e dias" e acusou Vladimir Putin de estar "do lado da guerra, não do lado da paz".
(da redação com Euro News e AP. Edição: Política Real)