MST divulga balanço do mês de lutas e afirma que mobilizou 50 mil militantes e fez 28 ocupações
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(Brasília-DF, 18/04/2025). O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou que neste neste mês de abril, mês de lutas do movimento, a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária que se iniciou em 1º de abril e foi até o dia 17 de abril mobilizaram 55 ações em nível nacional, entoando o lema: "Ocupar para o Brasil Alimentar!"
Com mais de 50 mil militantes mobilizados, as atividades ocorreram em todas as grandes regiões do país, presente em 47 municípios de 20 estados: Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; mobilizando também a militância do Distrito Federal em ações da região centro-oeste. E ainda há ações previstas até o final do mês.
Além de atos e protestos, foram realizadas 28 ocupações de terra, a formação 2 novos acampamentos e 5 ocupações de órgãos públicos ligados ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com o propósito de avançar nas negociações para a desapropriação de áreas improdutivas e que não não cumprem sua função social, para a conquista do assentamento das famílias acampadas, no país onde há uma das maiores concentrações de terra no mundo.
As mobilizações também marcaram neste dia 17 de abril, a memória de luto e luta dos mártires do massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido no trecho da chamada Curva do S da BR-155, no Pará, após 29 anos da tragédia que abalou o Brasil e todo o mundo, com o assassinato de 21 trabalhadores rurais Sem Terra, que foram mortos pela Polícia Militar durante uma marcha, onde centenas de famílias camponesas reivindicam o direito à Reforma Agrária.
Pablo Neri, da direção nacional do MST no Pará, destaca que: "Em 29 anos, este chão de luta que é a Amazônia, que é a Curva do S, a poesia, as músicas e discursos se misturam aos gritos de indignação e aos pedidos de justiça. A marcha interrompida de Eldorado do Carajás escancara a crueldade das elites e a capacidade revolucionária da organização popular. O Acampamento da Juventude, a JURA [Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária], as ocupação e mobilizações no Pará mantém essa memória acesa."
Além da reivindicação da democratização do acesso à terra frente ao passivo de 145 mil famílias acampadas pelo país, as manifestações demarcam a Reforma Agrária e a agricultura familiar camponesa como soluções estruturantes para acabar com a fome no país, considerando que mesmo com os avanços da retomada de políticas públicos importantes para a erradicação dessa mazela social, ainda existe pelo menos 21, 6 milhões de lares brasileiros que convivem com a insegurança alimentar, seja ela grave ou moderada.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)