DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem direção clara e no Brasil ainda se fala do PLDO
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(Brasília-DF, 17/04/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “ Moorning Call”da XP Investimentos apontando os mercados em sentidos opostos. Nos EUA em alta e na Europa em baixa. No Brasil, ainda se fala do Projeto de LDO.
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Nesta quinta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +0,5%; Nasdaq 100: +0,9%), após forte queda na véspera, liderada por ações de tecnologia e temores com tarifas. Nvidia despencou 6,9% após anunciar um prejuízo de US$ 5,5 bilhões ligado a restrições de exportação para a China, arrastando outros papéis do setor. As perdas se intensificaram após o presidente do Fed, Jerome Powell, alertar que as tarifas de Trump podem elevar a inflação e dificultar o cumprimento da meta dupla do banco central.
As taxas das Treasuries avançam nesta manhã, com os títulos de 10 anos subindo +4 bps e o de 2 anos avançando +2 bps, refletindo os riscos inflacionários.
Na Europa, as bolsas recuam antes da decisão do BCE (Stoxx 600: -0,6%), que pode cortar os juros pela terceira vez no ano. Na China, os mercados fecharam em alta (CSI 300: 0,0%; HSI: +1,6%), ignorando a queda de Wall Street, em meio a expectativas de estímulos fora dos EUA e postura mais dovish de bancos centrais da região.
Nos EUA, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que as consequências do aumento das tarifas ainda não são claras, mas pontuou que aceleração da inflação e arrefecimento econômico são possibilidades mapeadas pela autarquia. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,77% (-8,0bps), enquanto os de dez anos em 4,28% (-6,0bps).
IBOVESPA -0,7% | 128.317 Pontos. CÂMBIO -0,41% | 5,87/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,7%, aos 128.317 pontos, acompanhando o movimento negativo dos mercados globais (S&P 500, -2,2%; Nasdaq, -3,0%). As tensões comerciais entre EUA e China continuaram no foco do mercado após o governo Trump anunciar restrições às exportações do chip H20 da Nvidia para o mercado chinês. Como resultado, ações relevantes do setor de tecnologia, como a própria Nvidia e a AMD, recuaram 6,9% e 7,4%, respectivamente. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, adotou um discurso cauteloso, sinalizando que a política tarifária pode ter impactos negativos tanto sobre a inflação quanto sobre a atividade econômica, e que o Fed não deve intervir mesmo diante de uma queda mais significativa dos mercados.
O principal destaque negativo na Bolsa brasileira no dia foi RD Saúde (RADL3, -6,4%) em meio a expectativas negativas para os resultados do 1T25 da companhia (veja aqui a prévia dos nossos analistas). Na ponta positiva, Brava Energia (BRAV3, +5,2%) se beneficiou da alta do petróleo (Brent, +1,8%).
Nesta quinta-feira, o principal destaque da agenda econômica será a decisão de política monetária na Zona do Euro. Pela temporada de resultados internacional do 1T25, os principais nomes serão American Express, Netflix, TSMC e UnitedHealth.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com movimentação mista ao longo da curva. No Brasil, o mercado continuou a repercutir a PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026, considerando-a difícil de ser cumprida pelo governo. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,74% (+0,8bp vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,24% (- 2bps); DI jan/29 em 14,13% (- 1,6bp); DI jan/31 em 14,38% (- 1,8bp).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira com alta de 0,50%, acumulando uma valorização de 1,6% na semana, após o desempenho negativo registrado no início do mês. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo tiveram um bom desempenho no dia, com valorizações médias de 0,57% e 0,31%, respectivamente. Entre os destaques positivos, estiveram XPCI11 (2,9%), OUJP11 (2,1%) e BPML11 (1,9%). Por outro lado, entre os destaques negativos, figuraram BTRA11 (-2,0%), BLMG11 (-1,1%) e URPR11 (-0,9%).
Economia
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, reafirmou que a autoridade monetária precisa assegurar que o aumento das tarifas não tenha efeito persistente sobre a inflação. Powell declarou que o Fed está bem-posicionado para esperar por maior clareza sobre o cenário econômico antes de considerar qualquer ajuste na política monetária local. A comunicação de Powell foi interpretada como hawkish (conservadora) pela maioria dos analistas.
Hoje, destaque para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O mercado espera que a autoridade persista no ciclo de cortes de juros (com redução de 0,25 p.p. em suas taxas de referência) para fazer frente à desaceleração econômica na Zona do Euro. Além disso, nos Estados Unidos, atenções voltadas para os pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada e dados do mercado imobiliário referentes a março (novas construções residenciais e concessões de alvarás).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)