DESTAQUES DO DIA: Mercados nos EUA e Europa em queda em dia de PIB destacado na China e no Brasil não haverá divulgação de índices econômicos importantes
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(Brasília-DF, 16/04/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Mooning Call” apontando que os mercados nos Estados Unidos e Europa em queda em momento de crescimento na China. No Brasil, não teremos divulgação de índices relevantes.
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Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -1,3%), enquanto os investidores aguardam a divulgação do relatório de vendas no varejo de março e acompanham uma nova rodada de resultados trimestrais. O sentimento negativo foi acentuado após as ações da Nvidia caírem mais de 6% no pós-mercado, com a empresa anunciando um impacto contábil de US$ 5,5 bilhões relacionado às restrições de exportação de chips H20 para China e outros países. No dia anterior, os principais índices fecharam em leve baixa, encerrando uma sequência de duas sessões positivas. Desde o anúncio das tarifas “recíprocas” por parte do governo Trump no início do mês, os índices acumulam queda expressiva: -4,8% para o S&P 500 e cerca de -4,4% para o Nasdaq.
As taxas das Treasuries operam estáveis nesta manhã, com ambos os títulos de 2 e 10 anos com variação inferior a 1 bp, refletindo a cautela antes dos dados econômicos.
Na Europa, as bolsas também recuam nesta quarta-feira (Stoxx 600: -0,8%), pressionadas pelas ações de semicondutores. A holandesa ASML caiu 4,6% após divulgar reservas abaixo do esperado e citar incertezas com relação às tarifas dos EUA. Investidores ainda repercutem a desaceleração da inflação no Reino Unido, que veio abaixo do esperado em março (2,6% vs. 2,7% esperado). Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: +0,3%; HSI: -1,9%), refletindo o recuo de Wall Street e a continuidade das tensões comerciais e após o PIB do país crescer 5,4% no primeiro trimestre, acima das expectativas (5,1%). Apesar do dado positivo, os grandes bancos rebaixaram as projeções de crescimento anual diante da nova escalada tarifária dos EUA.
Economia
A China cresceu 5,4% no primeiro trimestre de 2025, acima das expectativas de uma alta de 5,2%. A alta na atividade econômica foi impulsionada pelas medidas de estímulo sustentado de do governo chinês desde meados do ano passado. No entanto, o crescimento ante o trimestre anterior foi de 1,2%, abaixo das estimativas de 1,4%, mostrando que a economia chinesa começou a sentir os primeiros impactos da guerra comercial com os Estados Unidos. Também na China, dados de produção industrial mostraram alta de 7,7%, bastante acima das expectativas, refletindo a aceleração da produção para fugir das tarifas impostas pelos Estados Unidos, enquanto as vendas no varejo cresceram 5,9%, puxadas pelos estímulos ao consumo dados pelo governo. No Reino Unido, a inflação ao consumidor (CPI) mostrou redução e atingiu 2,4%, mais próxima da meta de 2,0%, ampliando as chances de um novo movimento de redução de juros por parte do Banco da Inglaterra. No Brasil, destaque para o projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO) apresentando ontem, que manteve a meta de resultado primário para 2026 em 0,25% do PIB, mas que deve requerer em torno de R$ 110 bilhões de receitas adicionais, segundo nossas estimativas.
Na agenda do dia, destaque para os dados de produção industrial e vendas no varejo de março nos Estados Unidos, na qual se esperam queda de 0,3% e alta de 1,5%, respectivamente, já refletindo os efeitos indiretos das tarifas implementadas pelo governo. Além disso, teremos o discurso do presidente do Banco Central norte-americano, Jerome Powell, que pode dar maiores pistas sobre os próximos passos da política monetária naquele país.
IBOVESPA -0,16% | 129.245 Pontos. CÂMBIO + 0,66% | 5,88/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,2%, aos 129.245 pontos, acompanhando o movimento dos mercados globais (S&P 500, -0,2%; Nasdaq, -0,04%). Embora as incertezas em relação às tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump continuem no radar dos investidores, a volatilidade dos mercados globais diminuiu nos últimos dias — o VIX recuou de 52,3 em 8 de abril para 30,1, mas ainda permanece em patamares relativamente elevados.
Entre os destaques positivos do dia na Bolsa brasileira, CCR (CCRO3, +4,4%) avançou após uma elevação de recomendação por um banco de investimentos. A Azul (AZUL4, -7,7%) ficou na ponta negativa, em movimento técnico, devolvendo parte dos ganhos de 12,3% registrados no pregão anterior, após o anúncio de um novo aumento de capital (veja mais detalhes aqui).
Nesta quarta-feira, os destaques da agenda econômica serão os dados de vendas do varejo e produção industrial de março nos EUA. Pela temporada internacional de resultados do 1T25, os principais nomes serão ASML e US Bancorp.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, o Ministério do Planejamento divulgou a Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, apresentando um IPCA projetado de 3,5% ao fim do ano do projeto e um superávit fiscal de 0,25%. Apesar disso, o mercado seguiu incerto em relação aos dados apresentados, por considerar que anos eleitorais (como 2026) podem ser marcados pelo expansionismo fiscal. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,73% (+3,9bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,23% (+5,7bps); DI jan/29 em 14,11% (+6,9bps); DI jan/31 em 14,38% (+6,5bps).
Nos EUA, o governo americano afirmou estar em contato com diversos países em função das negociações tarifárias e pontuou que está aberto a negociar com a China. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,85% (+0,5bp), enquanto os de dez anos em 4,44% (-3,9bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira com alta de 0,36%, acumulando uma valorização de 1,07% na semana, após o desempenho negativo registrado no início do mês. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo tiveram um bom desempenho no dia, com valorizações médias de 0,29% e 0,44%, respectivamente. Entre os destaques positivos, figuraram KFOF11 (5,2%), MFII11 (4,1%) e BLMG11 (3,4%). Já entre os destaques negativos, estiveram RBRP11 (-2,2%), AIEC11 (-2,1%) e RECT11 (-1,9%).
No Brasil, agenda sem indicadores econômicos.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)