DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e hoje deverá ser encaminhado o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 (PLDO)
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(Brasília-DF, 15/04/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil o destaque é a entrega pelo Governo no Congresso do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 (PLDO).
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Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,3%), após o índice S&P 500 ter registrado dois pregões consecutivos de valorização. O movimento é sustentado por uma recuperação no setor de tecnologia e pela expectativa em torno da temporada de resultados do primeiro trimestre, com resultados de Bank of America, Citigroup, Johnson & Johnson e PNC Financial previstos para antes da abertura.
As isenções tarifárias anunciadas na sexta-feira à noite para eletrônicos como smartphones e semicondutores continuam apoiando o mercado, mas permanecem dúvidas sobre a duração dessas medidas, após declarações do presidente Donald Trump e do secretário de Comércio, Howard Lutnick, no domingo. A sinalização de que as isenções podem ser temporárias mantém o investidor cauteloso.
Nesse ambiente de incerteza, as taxas das Treasuries recuam de forma expressiva, com o título de 10 anos caindo cerca de 11 bps, para 4,38%, enquanto o de 2 anos recua mais de 10 bps, para 3,85%.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,2%), com destaque para o setor automotivo (+2,1%), após Trump sugerir que pode “ajudar algumas montadoras” frente à tarifa de 25% sobre veículos, elevando as expectativas de alívio mais amplo para a indústria. Por outro lado, o setor de luxo teve desempenho negativo após a LVMH reportar queda inesperada nas vendas. Na China, os mercados também acompanharam o movimento positivo de Wall Street (CSI 300: +0,1%; HSI: +0,2%). Investidores aguardam os dados de PIB da região, que serão divulgados amanhã, com expectativa de possíveis estímulos fiscais e cortes de juros pelo governo chinês.
Economia
O membro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Christopher Waller, disse que espera que os efeitos das tarifas do presidente Donald Trump sobre os preços sejam “transitórios”. Waller destacou que cortes nas taxas de juros podem ser necessários se a economia desacelerar de forma pronunciada
IBOVESPA +1,39% | 129.454 Pontos. CÂMBIO -0,36% | 5,85/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,4%, aos 129.454 pontos, acompanhando o desempenho positivo dos mercados globais (S&P 500, +0,8%; Nasdaq, +0,6%) e com 75 dos 87 papéis que compõem o índice fechando o dia no campo positivo. As tarifas impostas pelo governo Trump seguiram no radar dos investidores, e o mercado reagiu positivamente à decisão de isenção temporária sobre computadores, smartphones e chips.
O principal destaque positivo do dia foi Azul (AZUL4, +12,3%), impulsionada pelo anúncio de um novo aumento de capital, que pode causar uma melhora significativa nas posições de alavancagem e liquidez da companhia (veja mais detalhes aqui). Na ponta negativa, o destaque foi Minerva (BEEF3, -2,9%), após um banco de investimentos rebaixar a recomendação do papel de compra para neutro.
Nesta terça-feira, o foco da agenda econômica estará nos dados de atividade da China, com a divulgação do PIB do 1º trimestre de 2025, além da produção industrial e vendas do varejo de março. Pela temporada internacional de resultados do 1T25, teremos Bank of America, Citigroup e United Airlines.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte fechamento ao longo da curva. Com o cenário internacional em foco, o governo dos EUA anunciou que smartphones e outros dispositivos eletrônicos não serão incluídos nas tarifas recíprocas, uma medida lida pelos investidores como positiva para a China. Além disso, o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, pontuou que pode apoiar uma flexibilização monetária mais cedo, caso a economia americana apresente sinais de recessão. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,7% (- 6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,17% (- 19,3bps); DI jan/29 em 14,03% (- 24bps); DI jan/31 em 14,31% (- 22,7bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,85% (-11,8bps), enquanto os de dez anos em 4,47% (-11,6bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) iniciou a semana com uma alta de 0,70%, impulsionado pelo intenso fechamento da curva de juros local. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo apresentaram um bom desempenho no dia, registrando valorizações médias de 0,52% e 0,74%, respectivamente. Entre os destaques positivos, estiveram RBRP11 (5,4%), CCME11 (3,7%) e BPFF11 (2,5%). Por outro lado, os destaques negativos foram HASAF11 (-2,3%), RVBI11 (-1,2%) e BROF11 (-1,1%).
No Brasil, o governo enviará hoje ao Congresso o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2026 (PLDO). A meta fiscal primária deverá ser fixada em +0,25% do PIB, conforme sinalizado anteriormente. Acreditamos que, para que essa meta seja crível, o governo precisará enviar medidas adicionais para aumentar as receitas no próximo ano. Sem isso, nossa projeção para o resultado primário em 2026 é de -0,6% do PIB.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)