31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil agenda vazia em semana de feriadão

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 14/04/2025)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil agenda vazia por conta do feriado da Semana Santa, mas governo deve encaminhar LDO nesta terça-feira.

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Nesta segunda-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +1,2%; Nasdaq 100: +1,4%), impulsionados por uma isenção surpresa de tarifas anunciada pelo presidente Donald Trump, que beneficiou especialmente o setor de tecnologia. A medida excluiu smartphones, computadores e semicondutores das novas tarifas “recíprocas”, segundo orientação da U.S. Customs and Border Protection divulgada na sexta-feira à noite.

Apesar do alívio inicial, Trump e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, indicaram no domingo que as isenções podem não ser permanentes, reacendendo incertezas sobre a política tarifária. Trump afirmou que os produtos continuam sujeitos à tarifa de 20% sobre o bucket do Fentanil, apenas sendo realocados para outra categoria.

Com esse pano de fundo, as taxas das Treasuries recuam, com o título de 10 anos caindo pouco mais de 2 bps, e o de 2 anos recuando também mais de 2 bps, em um ambiente de maior cautela no mercado de juros.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +2,0%), com destaque para o setor de tecnologia (+2,5%) e bancos (+2,9%), enquanto investidores reagem à notícia das isenções tarifárias e à abertura da temporada de balanços. Na China, as performances também foram positivas (CSI 300: +0,2%, HSI: +2,4%) devido à pausa nas tarifas sobre produtos eletrônicos.

Economia

O governo dos Estados Unidos anunciou isenção temporária de tarifas sobre computadores, smartphones e chips. Na China, as exportações surpreenderam positivamente em março. Na Argentina, o governo anunciou o fim do controle cambial e a adoção de um regime de bandas, medida alinhada às exigências do acordo com o FMI. No Brasil, a inflação de março superou ligeiramente as projeções, com reaceleração de bens industriais e persistência de pressões em serviços. A guerra comercial poderá alterar a dinâmica de preços ao longo do ano. Com relação ao setor de serviços, os dados de fevereiro reforçam nossa visão de atividade econômica resiliente. Medidas recentes, como a liberação de recursos do FGTS e o novo formato do crédito consignado, devem suavizar a esperada desaceleração do consumo doméstico.

Na agenda o Banco Central Europeu se reunirá para definir a taxa básica de juros da região – o mercado projeta que a autoridade monetária persista no ciclo de cortes de juros, com redução de 0,25 p.p., para fazer frente à desaceleração econômica do bloco. Na China, haverá a divulgação do PIB do 1T25, além de estatísticas de emprego e atividade. Nos Estados Unidos, o mercado se atentará para as vendas varejistas e a produção industrial, ambas referentes a março.

IBOVESPA +1,1% | 127.682 Pontos.  CÂMBIO -0,4% | 5,87/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou a semana passada em alta de 0,3% em reais, mas em queda de 0,9% em dólares, aos 127.682 pontos.

O setor de óleo e gás teve desempenho significativamente negativo, com queda de 8,4%, refletindo a queda do Brent (-1,2%). Os principais destaques negativos foram Brava, PetroReconcavo e Petrobras (BRAV3 -5,9%; RECV3 -5,8%; PETR3 -10,1%; PETR4 -7,8%). Porém, o nosso time setorial mantém a visão de que o FCFE segue atrativo para Petrobras e PRIO, enquanto adota uma postura mais cautelosa em relação à Brava, devido a sua maior alavancagem (veja mais detalhes aqui).

O destaque positivo da semana foi Pão de Açúcar (PCAR3 +18,0%), devido às expectativas otimistas em torno de uma possível reestruturação do seu Conselho de Administração.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com abertura ao longo da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2035 e 2026 saiu de -18,50 bps pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -14,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram aumento, com os rendimentos das NTN-Bs com vencimento em 2030 consolidando-se em patamares próximos a 7,92% a.a. (vs. 7,74% a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 14,73% (+5,50 bps no comparativo semanal); DI jan/31 em 14,50% (+15 bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira com alta de 0,34%, embora tenha acumulado uma desvalorização de 0,68% ao longo da última semana. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo registraram desempenhos positivos no dia, com valorização média de 0,31% e 0,18%, respectivamente. Entre os destaques positivos, destacaram-se BROF11 (2,5%), JSAF11 (2,4%) e RECR11 (1,9%). Já entre os destaques negativos, figuraram RBFF11 (-3,9%), BTRA11 (-2,2%) e CACR11 (-2,2%).

Aqui, agenda vazia em semana de feriado nacional na sexta-feira. Em Brasília, o governo deverá enviar ao Congresso o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) na terça-feira.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)