DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil teremos a pesquisa mensal de serviços referente a fevereiro
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(Brasília-DF, 10/04/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil , teremos a pesquisa mensal de serviços referente a fevereiro.
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Nesta quinta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -1,7%; Nasdaq 100: -2,0%), após o forte desempenho positivo do dia anterior. O rali da última sessão, em que o S&P 500 registrou alta superior a 9%, teve início com o anúncio da redução temporária nas tarifas para a maioria dos países.
Com o alívio nas tarifas, as taxas das Treasuries recuam pela manhã, com ambos os títulos de 10 e 2 anos tendo suas taxas caindo mais de 10 bps.
O anúncio de terça-feira também impactou os mercados globais. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +4,9%), impulsionadas pela suspensão das tarifas. Na Ásia-Pacífico, o movimento é semelhante: na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +1,3%; HSI: +2,1%) e o Japão apresentou forte valorização, recuperando grande parte das perdas que haviam provocado o acionamento do circuit breaker no início da semana (Nikkei 225: +9,1%).
Economia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem à tarde, com vigência imediata, uma pausa de 90 dias e uma tarifa recíproca reduzida durante esse período, de 10%, para todos os países que não retaliaram as medidas tomadas no “Dia da Libertação”. Por outro lado, o governo americano aumentou a taxa sobre produtos da China, de 104% para 125%. Pela manhã, o país asiático havia anunciado a elevação de tarifas sobre os produtos dos Estados Unidos, de 34% para 84%. Ativos financeiros e os preços das commodities se recuperaram fortemente após a suspensão do aumento tarifário. Por exemplo, a cotação internacional do petróleo subiu cerca de 5% na quarta-feira, retornando a US$ 65 por barril do tipo Brent, enquanto os índices acionários S&P 500 e Nasdaq saltaram 9,5% e 12%, respectivamente.
IBOVESPA +3,1% | 127.796 Pontos. CÂMBIO -2,52% | 5,84/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou com uma alta significativa de 3,1%, aos 127.796 pontos, e com todos os papéis que compõem o índice fechando o pregão no campo positivo. O dia foi marcado por uma forte recuperação nos mercados globais (S&P 500, +9,5%; Nasdaq, +12,0%), após Donald Trump anunciar que irá reduzir para 10% durante 90 dias as tarifas recíprocas para os países que não retaliaram os EUA. Ao mesmo tempo, Trump aumentou de 104% para 125% as tarifas sobre a China após o país retaliar os EUA com uma tarifa de 84%.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Pão de Açucar (PCAR3, +18,9%), em meio a perspectivas otimistas com o papel devido ao seu potencial processo de reestruturação (veja mais detalhes aqui).
Nesta quinta-feira, o destaque da agenda econômica será a divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) de março nos EUA. Já no Brasil, teremos a pesquisa mensal de serviços referente a fevereiro.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura ao longo da curva. Com o cenário internacional em foco, a taxação americana de 104% nos produtos chineses foi retaliada com a elevação das tarifas para 84% por parte da China. O DI jan/26 encerrou em 14,81% (+4,5bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,48% (+14,9bps); DI jan/29 em 14,35% (+7,3bps); DI jan/31 em 14,6% (+4bps).
Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,91% (+18,2bps), enquanto os de dez anos em 4,34% (+4,1bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira com uma leve alta de 0,10%, revertendo a tendência de queda observada nos últimos dias. Os Fundos de Tijolo foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo, registrando uma valorização média de 0,23%. Em contrapartida, os FIIs de Papel apresentaram um desempenho médio negativo de 0,02% na sessão. Entre os destaques positivos, destacaram-se SARE11 (+7,3%), BPFF11 (+3,1%) e VGRI11 (+2,3%). Já entre os destaques negativos, figuraram RECT11 (-2,0%), SNCI11 (-1,7%) e BLMG11 (-1,6%).
No Brasil, a taxa de câmbio se apreciou em cerca de 2,5% (de R$/US$ 6,00 para R$/US$ 5,84), enquanto o Ibovespa avançou 3% para quase 127.800 pontos. Em relação a indicadores econômicos, destaque para a publicação da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio). As vendas no varejo ampliado caíram 0,4% em fevereiro comparado a janeiro, em linha com as expectativas. Contudo, o indicador deve registrar alta ao redor de 0,5% no 1º trimestre de 2025 ante o 4º trimestre de 2024. Os dados do comércio varejista reforçam nosso cenário de desaceleração gradual do consumo. Projetamos crescimento de 2,3% para o PIB em 2025, após expansão de 3,4% em 2024.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)