31 de julho de 2025
Mundo e Poder

REAÇÃO: China aplica tarifa de mais 84% sobre os produtos norte-americanos

Veja mais

Publicado em
202718e72d3e3fd2344e84609542a77b.jpg

( Publicada originalmente às 09h 30 do dia 09/04/2025) 

Com agências.

(Brasília-DF, 10/04/2025) Na manhã desta quarta-feira, 09, a China anunci ouretaliação ao tarifaço explosivo do presidente americano, Donald Trump, impondo taxa de 84% sobre todos os produtos americanos.

As novas tarifas dos EUA a importações de cerca de 60 países entraram em vigor nesta quarta. A China foi a mais afetada, com um aumento na taxa de 34% para 104%. Já a retaliação chinesa entra em vigor na quinta (10/04).

Antes de anunciar a taxa de 84%, o governo chinês já havia prometido "lutar até o fim" e declarado que "nunca aceitará a natureza de chantagem dos EUA".

Na terça, Trump disse que está em negociação com outros países sobre tarifas. "As nações que realmente tiraram vantagem de nós agora estão dizendo por favor negociem", disse.

O presidente americano também afirmou que não está considerando uma pausa em novas tarifas para permitir as negociações. O Brasil foi incluído entre os países na menor alíquota extra de importação (10%).

A tarifa vai encarecer produtos brasileiros comprados por empresas e consumidores americanos, mas com impacto bem menor do que outras nações, como Índia (26%), Japão (24%) e União Europeia (20%).

Bolsas de valores em queda

Diante da perspectiva de entrada em vigor do tarifaço, bolsas de valores em vários países da Ásia e também na Austrália abriram em queda:

Nikkei 225 (Japão) -2,6%

Kospi (Coreia do Sul) -0,8%

Shanghai (China) +0,2%

Hang Seng (Hong Kong) -1,2%

Taiex (Taiwan) -4%

ASX 200 (Australia) -1,2%

Custos para gigantes americanas

Com a nova tarifa, muitas empresas americanas que importam produtos chineses verão seus custos dobrarem em questão de meses.

Natalie Sherman, repórter de Negócios da BBC News em Nova York, lembra que Trump já respondeu à retaliação com enormes ameaças de escalada semelhantes antes.

O americano ameaçou atingir o álcool da Europa com um imposto de 200%. E de colocar uma tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio do Canadá.

Em ambos os casos, os dois lados chegaram a uma espécie de distensão e os aumentos nunca se materializaram.

Mas esses confrontos envolveram aliados de longa data. A China foi alvo de Washington antes de Trump.

E apesar dos sinais claros da Casa Branca de que está interessada em fechar um acordo sobre tarifas e o TikTok, Pequim ainda não demonstrou muito interesse em negociar.

(da redação com agências. Edição: Política Real)