DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque fica pela divulgação das vendas varejistas de fevereiro.
Veja mais números
(Brasília-DF, 09/04/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos mostra os mercados globais em queda e no Brasil atenção para destaque fica para divulgação das vendas varejistas de fevereiro.
Veja mais:
Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,7%; Nasdaq 100: -0,2%), à medida que entra em vigor o pacote de tarifas específicas impostas pelos EUA. Nas Treasuries, a taxa dos títulos de 10 anos continua subindo, mesmo com pacote de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump gerando temores de uma desaceleração econômica.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -3,2%), à medida que as tarifas específicas por país dos EUA começam a entrar em vigor. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: +1,0%; HSI: +0,7%), se recuperando mais um pouco das fortes quedas no início da semana.
Economia
Nos Estados Unidos, as tarifas ‘recíprocas’ do presidente Donald Trump sobre dezenas de países entraram em vigor nessa quarta-feira, incluindo pesadas tarifas de 104% sobre produtos chineses, aprofundando sua guerra comercial. Destaque para a forte queda das commodities, especialmente aquelas que impactam diretamente o Brasil, como o petróleo e o minério de ferro. Com isso, espera-se que a taxa de câmbio sofra depreciação adicional nas próximas sessões, tendo em vista nossa dependência desses bens na pauta exportadora. Lembrando que o real fechou a sessão de ontem próximo de 6 por dólar.
Na agenda americana, hoje será divulgada a ata do último FOMC. O documento não deverá movimentar preços de ativos, uma vez que versa sobre um ambiente anterior ao anúncio das medidas tarifárias.
IBOVESPA -1,31% | 123.932 Pontos. CÂMBIO +1,47% | 5,93/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,3%, aos 123.932 pontos, em linha com os mercados globais (S&P 500, -1,6%; Nasdaq, -2,2%), após o governo dos EUA confirmar que as tarifas adicionais de 50% sobre a China — que agora somarão um total de 104% — entram em vigor a partir de quarta-feira. Como resultado, o mercado continuou a sua tendência negativa, o que levou a uma nova alta nas taxas das Treasuries, abertura da curva de juros doméstica e mais um dia de queda nos preços das commodities.
Nesse cenário, os principais destaques negativos do dia foram as mineradoras, como CSN, Vale e Usiminas (CSNA3, -5,7%; VALE3, -5,5%; USIM5, -4,7%), repercutindo a queda no preço do minério de ferro (-3,1%). Já o destaque positivo foi CPFL Energia (CPFE3, +3,4%), após uma ação na Justiça, que está sendo discutida pela ANEEL, envolvendo o resgate de um montante de R$ 4,6 bi da sua subsidiária, a CPFL Paulista.
Para o pregão de quarta-feira, os destaques da agenda econômica serão os dados de inflação ao consumidor e ao produtor de março na China, a ata do FOMC nos EUA e as vendas no varejo de fevereiro no Brasil.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura ao longo da curva. Em mais um pregão pautado pelo cenário internacional, os EUA adicionaram 50% de tarifas aos produtos chineses, que agora possuem sobretaxas de 104%. A medida foi concretizada após a China não revogar a tarifa de 34% nos bens produzidos nos EUA, levando os investidores a elevarem sua aversão ao risco. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,77% (+8,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,39% (+18,3bps); DI jan/29 em 14,33% (+19,8bps); DI jan/31 em 14,59% (+17,2bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries americanas de dois anos terminaram o dia em 3,73% (-3,1bps), enquanto os de dez anos em 4,30% (+12,7bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira em queda de 0,32%, acumulando uma desvalorização de 2,1% no mês, em meio à piora do humor dos mercados devido à disputa tarifária global. Tanto os Fundos de Tijolo quanto os FIIs de Papel registraram desempenhos negativos no dia, com desvalorizações médias de 0,24% e 0,25%, respectivamente. Entre os destaques positivos, destacaram-se RBFF11 (+1,8%), TRBL11 (+1,7%) e ICRI11 (+1,5%). Por outro lado, os destaques negativos foram DEVA11 (-3,6%), URPR11 (-3,4%) e WHGR11 (-2,1%).
No Brasil, setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 19,0 bilhões em fevereiro, abaixo da previsão do mercado de R$ -24,8 bilhões e em linha com a nossa expectativa de R$ -19,6 bilhões. Destaque para o resultado nominal do governo em doze meses, que acumulou R$ 924,0 bilhões, representando 7,8% do PIB, um aumento de 1,0 p.p. em relação a fevereiro de 2024.
Na agenda doméstica, o destaque fica pela divulgação das vendas varejistas de fevereiro. Para as vendas no varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, esperamos queda de 0,1% na comparação mensal, o que representa aceleração de 2,6% na métrica em doze meses. No conceito restrito, projetamos 0,3% m/m e 0,8% a/a.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)