31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil resultado primário do setor público será o destaque

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 08/04/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil será a divulgação do resultado primário do setor público consolidado referente a fevereiro.

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Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: +1,2%; Nasdaq 100: +1,0%), enquanto os investidores aproveitam a recente queda acentuada das ações como oportunidade de compra, após uma sequência negativa nos mercados norte-americanos. Nas Treasuries, a taxa do título de 10 anos voltou a superar o nível de 4%, mesmo com o pacote de tarifas anunciado pelo presidente Donald Trump gerando temores de uma desaceleração econômica.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,3%), ensaiando recuperação após quatro dias consecutivos de perdas, impulsionadas pelas crescentes tensões globais em torno das tarifas. Na China, os mercados fecharam em território positivo (CSI 300: +1,7%; HSI: +1,5%), recuperando parte das fortes quedas da sessão anterior. No Japão, o pregão foi de forte valorização (Nikkei 225: +6,0%), no dia seguinte a uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker diante das perdas expressivas.

IBOVESPA -1,31% | 125.588 Pontos.  CÂMBIO +1,27% | 5,91/USD

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,3%, aos 125.588 pontos, em mais um dia marcado pela volatilidade dos mercados globais (S&P 500, -0,2%; Nasdaq, +0,2%). Os principais índices norte-americanos abriram em queda, dando continuidade à tendência da semana anterior, mas inverteram o movimento após rumores de que Trump poderia adiar a implementação das tarifas anunciadas na semana passada — com exceção daquelas direcionadas à China. A notícia foi desmentida pela Casa Branca, apagando os ganhos e levando os índices a se estabilizarem ao longo do dia próximos a um patamar neutro. Além disso, Trump prometeu tarifas adicionais de 50% sobre a China, caso o país não se retire as tarifas retaliatórias de 34% anunciadas aos EUA.

A Petrobras (PETR3, -5,6%; PETR4, -4,0%) ficou entre os destaques negativos do dia, pressionada pela queda do Brent (-2,1%) e pela notícia de que o ministro de Minas e Energia teria procurado a diretoria da companhia para discutir uma possível redução nos preços dos combustíveis comercializados. Já a Natura (NTCO3, +2,8%) teve alta, em movimento técnico, após uma queda acumulada de 30,6% desde a divulgação de seus resultados do 4T24.

Nesta terça-feira, o destaque da agenda econômica será a divulgação do resultado primário do setor público consolidado referente a fevereiro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com abertura na parte longa da curva Em mais um pregão pautado pelo cenário internacional, o presidente americano, Donald Trump, prometeu o adicional de 50% de tarifas à China caso ela não retire a retaliação tarifária de 34% anunciada na sexta-feira (04/04), aumentando a percepção de risco global. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,7% (+1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,22% (- 1,9bps); DI jan/29 em 14,17% (+8,7bps); DI jan/31 em 14,48% (+10,5bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries norte-americanas de dois anos terminaram o dia em 3,76% (+11,1bps), enquanto os de dez anos caíram para 4,18% (+18,9bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira com uma queda de 0,80%, refletindo a piora no humor dos mercados locais diante das incertezas relacionadas à disputa tarifária global. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo registraram desempenhos negativos no dia, com desvalorizações médias de 0,92% e 0,82%, respectivamente. Entre os destaques positivos, sobressaíram-se LIFE11 (+1,4%), MANA11 (+1,3%) e RBFF11 (+0,9%). Já entre os destaques negativos, figuraram RCRB11 (-7,1%), RECT11 (-3,2%) e TGAR11 (-2,7%).

Economia

À medida em que o dia para a entrada em vigor o aumento de tarifas comerciais pelos EUA se aproxima (9 de abril); ainda não está claro se negociações bilaterais acontecerão, nem quais os efeitos das tarifas mais elevadas na economia global. Ontem, o presidente Trump escreveu que “Se a China não reverter o aumento de 34% sobre os produtos americanos até amanhã, 8 de abril de 2025, os Estados Unidos imporão tarifas ADICIONAIS à China de 50%, a partir de 9 de abril”. As autoridades chinesas respondem afirmando que a China “lutará até o fim”. O mercado hoje estará atento ao pronunciamento do principal negociador comercial do governo Trump, Jamieson Greer; e da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly.

Não está previsto nenhum indicador econômico relevante para hoje.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)