DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, sem grandes destaques, chama atenção a divulgação do IGP-DI
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(Brasília-DF, 04/04/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil, sem grandes índices, o destaque é o IGP-DI.
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Nesta sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -1,3%; Nasdaq 100: -1,3%) após o presidente Donald Trump anunciar tarifas recíprocas no “Liberation Day”, o que serviu de gatilho para a maior queda das ações americanas em um único dia nos últimos cinco anos. O anúncio também continua pressionando as taxas das Treasuries nesta manhã, com os títulos de 10 anos recuando mais de 10 bps e os de 2 anos caindo 8 bps.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -2,5%), à medida que o risco de recessão nos EUA aumenta, afetando principalmente o setor bancário. No Japão, os mercados encerraram o dia em queda (Nikkei 225: -2,8%), acompanhando o recuo das bolsas americanas. Enquanto isso, os mercados em Hong Kong e na China permanecem fechados devido ao Festival Qingming.
Nos EUA, os investidores aumentaram a aversão ao risco com o potencial agravamento dos embates comerciais entre as maiores economias do mundo. Com isso, os rendimentos das Treasuries americanas de dois anos terminaram o dia em 3,70% (-16,3bps), enquanto os de dez anos caíram para 4,03% (-9,5bps).
Nesta sexta-feira, a atenção do mercado se volta para a divulgação do relatório de emprego dos EUA referente a março.
BOVESPA -0,04% | 131.141 Pontos. CÂMBIO -1,21% | 5,63/USD
Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou perto da estabilidade, com uma leve queda de 0,04%, aos 131.141 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -4,9%; Nasdaq, -6,0%), que foram pressionados com o anúncio de novas tarifas feito por Donald Trump. Para as ações brasileiras, o dia foi marcado por tendências opostas. Os nomes ligados a commodities caíram em meio a queda de preços e desvalorização do dólar (-1,2%), ambos causados pelo aumento de temores com uma desaceleração da economia norte-americana. Enquanto isso, os papéis domésticos sustentaram o desempenho do índice, beneficiados pelo fechamento da curva de juros.
Como resultado, os destaques negativos na Bolsa brasileira foram as petroleiras, como Brava, Prio e Petrobras (BRAV3, -7,2%; PRIO3, -7,0%; PETR4, -3,2%), acompanhando a forte queda do Brent (-6,7%). Já entre os maiores ganhadores do dia estiveram papéis mais cíclicos como Magazine Luiza, Iguatemi e Assaí (MGLU3, +5,5%; IGTI11, +5,1%; ASAI3, +4,6%.), beneficiados pelo alívio dos juros futuros.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com forte fechamento da curva. No Brasil, os investidores reagiram positivamente ao fato de o país ter ficado com a menor alíquota tarifária do “Dia da Libertação” e à proposta alternativa de isenção do IR, na qual se eleva o piso do imposto mínimo de R$ 50.000 para R$ 100.000 e taxa os bancos. Com isso, o DI jan/26 encerrou em 14,74% (- 27,1bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,38% (- 47,4bps); DI jan/29 em 14,13% (- 47,9bps); DI jan/31 em 14,37% (- 40,4bps
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira com uma leve queda de 0,13%, acumulando um recuo de 0,24% neste início de mês, após ter registrado uma valorização expressiva de 6,14% em março. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolos apresentaram desempenhos negativos no dia, com desvalorizações médias de 0,38% e 0,27%, respectivamente. Entre os destaques positivos, figuraram VIUR11 (+1,5%), XPML11 (+1,5%) e ARRI11 (+1,4%). Já entre os destaques negativos, destacaram-se RECT11 (-3,4%), RBVA11 (-2,5%) e CLIN11 (-2,2%).
Economia
Nos Estados Unidos, o índice ISM de serviços – sondagem com empresas – cedeu de 53,5 pontos em fevereiro para 50,8 pontos em março, o menor nível desde junho de 2024. Destaca-se que todos os seus componentes computaram desaceleração – preços, novas encomendas e emprego. Junto com o anúncio das novas tarifas americanas, o indicador impulsionou perdas nos ativos de risco americanos, alimentando receios de recessão no país. Na agenda de hoje, o destaque será a divulgação do relatório de emprego (nonfarm payroll) de março. O mercado espera que a economia americana tenha gerado 140 mil empregos em março e que a taxa de desemprego tenha se mantido em 4,1%.
Divulgamos o nosso relatório macro mensal de abril. Destacamos que o risco de recessão nos EUA aumentou e o dólar americano desvalorizou-se significativamente este ano. Em que pese a elevada incerteza, assumimos, por ora, que os preços das commodities e o DXY (índice global do dólar) se recuperarão um pouco nas próximas semanas e que o Fed não cortará os juros no curto prazo. Como consequência, mantemos nossa projeção de 6,00 reais por dólar ao final de 2025 e 6,20 ao final de 2026.
Um dos destaques dessa publicação foi nossa revisão para o PIB de 2025 (de 2,0% para 2,3%) e 2026 (de 1,0% para 1,5%). Para a inflação, a nossa projeção para o IPCA de 2025 segue em 6,0%, enquanto subimos a de 2026 de 4,5% para 4,7%. Por fim, continuamos a ver a taxa Selic subindo até 15,50%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)