DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, sem grandes divulgações de índices locais, as atenções se voltam para o mercado internacional
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(Brasília-DF, 01/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para o mercado internacional pois não haverá divulgação de índices locais.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,1%), enquanto os investidores aguardam esclarecimentos do presidente Donald Trump sobre a implementação de sua política tarifária. As taxas das Treasuries recuam pela manhã, à medida que se aproxima o dia em que as tarifas entrarão em vigor e serão divulgados dados importantes do mercado de trabalho.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +1,3%), impulsionadas pela desaceleração da inflação na Zona do Euro, enquanto investidores globais se preparam para as tarifas comerciais dos EUA. Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,0%; HSI: +0,4%), recuperando-se de uma forte liquidação na sessão anterior e ainda aguardando esclarecimentos sobre a política tarifária americana.
Nos EUA, o mercado elevou sua cautela em meio à espera por novidades sobre a política tarifária. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia estáveis em 3,96%, enquanto os de dez anos caíram para 4,23% (-4,0bps).
IBOVESPA -1,3% | 130.260 Pontos. CÂMBIO -1,0% | 5,76/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,3%, aos 130.260 pontos, mas finalizou março com o melhor desempenho mensal desde agosto de 2024, subindo 6,1%. O cenário global permanece no foco dos investidores, que aguardam pelo anúncio de tarifas marcado para o dia 2 de abril pelo governo de Donald Trump.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Pão de Açucar (PCAR3, +13,6%), após a companhia aceitar o pedido de um fundo de investimentos para convocar uma assembleia extraordinária de acionistas com a finalidade de dissolver o atual conselho de administração. Já a Vamos (VAMO3, -6,0%) ficou na ponta negativa, em movimento técnico.
Nesta terça-feira, os destaques da agenda econômica serão o ISM de manufatura de março e o relatório Jolts de fevereiro nos EUA.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, os investidores instauraram um movimento de retirada do prêmio de risco dos ativos locais após o diretor de política monetária, Nilton David, afirmar que a autarquia realizará a convergência da inflação para a meta por meio do menor impacto possível na atividade, reduzindo a chance de um novo choque de juros no país. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 15,02% (- 10,3bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,93% (- 12,2bps); DI jan/29 em 14,72% (- 8,4bps); DI jan/31 em 14,86% (- 3bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira em alta de 0,34%, fechando o mês de março com uma valorização de 6,14%. Dessa forma, o índice passa a acumular uma valorização de 6,32% no ano, após as fortes quedas registradas no final de 2024.
Tanto os Fundos de Tijolo quanto os FIIs de Papel apresentaram desempenhos positivos no dia, com valorizações médias de 0,25% e 0,22%, respectivamente. Entre os destaques positivos estiveram os fundos BTRA11 (2,8%), HSLG11 (2,4%) e XPCI11 (2,3%). Por outro lado, os destaques negativos foram BLMG11 (-1,8%), OUJP11 (-1,6%) e SNFF11 (-1,3%).
Economia
Mercados globais seguem voláteis à espera do anúncio de tarifas de importação pelo governo de Donald Trump amanhã. O presidente dos EUA promete impor taxas recíprocas para igualar as cobranças que outros países fazem sobre produtos americanos. No entanto, ainda há muita incerteza sobre como essas tarifas serão implementadas.
No Brasil, o Boletim Focus não trouxe novidades. A mediana das expectativas continua a apontar para inflação (IPCA) de 4,5% em 2026, o topo da banda de tolerância que contém a meta de 3,0%. O diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que o Copom tinha convicção, em sua reunião de março, de que o ciclo de aperto monetário não estava encerrado, e que os movimentos à frente seriam menores. De acordo com o diretor, a comunicação do comitê teve como objetivo minimizar eventuais diferenças de interpretação entre os agentes de mercado.
Em relação à agenda econômica desta terça-feira, destaque para a divulgação de indicadores de atividade nos EUA, como o ISM Industrial (sondagem com empresários sobre as condições econômicas e de mercado) referente a março e a abertura de postos de trabalho (relatório Jolts) em fevereiro. Conforme já divulgado nesta manhã, o índice de preços ao consumidor da Zona do Euro subiu 0,6% em março comparado a fevereiro, em linha com a projeção de mercado. Com isso, a inflação anual recuou de 2,3% para 2,2%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Politica Real)