DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda à espera de Donald Trump e no Brasil um dia sem divulgação de índices econômicos relevantes
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(Brasília-DF, 31/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório do “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda na espera do Tarifaço no dia 2 de abril, o chamado “dia da libertação” de Donald Trump.
No Brasil, atenção para pesquisa sobre o desempenho da indústria, na quarta-feira, Uma semana sem grandes divulgações.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros dos índices dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -1,4%; Nasdaq 100: -1,0%), enquanto os investidores aguardam mais clareza sobre os planos tarifários do presidente Donald Trump. As taxas das Treasuries recuam pela manhã, à medida que se aproxima o dia em que as tarifas entram em vigor e mais dados importantes do mercado de trabalho serão divulgados.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -1,7%), à medida que os investidores se preparam para a implementação das tarifas ainda nesta semana. Na China, os mercados também fecharam em queda (CSI 300: -0,7%; HSI: -1,3%), diante do impacto das tarifas iminentes de Trump, que provocam uma onda de vendas nos mercados, além da expectativa de uma nova rodada de tarifas prevista para o fim da
Economia
Donald Trump, presidente do Estados Unidos, afirmou em entrevista à NBC News que poderá impor tarifas secundárias entre 25% e 50% sobre compradores de petróleo russo, caso considere que a Rússia esteja dificultando seus esforços em intermediar um acordo para encerrar a Guerra da Ucrânia. Trump ressaltou que, embora o governo russo saiba de sua insatisfação, ele ainda mantém uma “relação muito boa” com Putin. Na China, o índice PMI composto – sondagem com empresários sobre as condições econômicas – calculado pela NBS subiu de 51,1 pontos em fevereiro para 51,4 em março. É o maior nível em três meses.
Na agenda internacional, destaque para os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos, especialmente ao relatório de emprego na sexta-feira – nonfarm payroll. Outro evento relevante será o anúncio por Donald Trump das novas tarifas de importação na quarta-feira. Na Zona do Euro, os índices de preços ao consumidor (terça-feira) e ao produtor (quinta-feira) serão conhecidos. Além disso, a segunda leitura dos PMIs – sondagens com empresários sobre as condições econômicas – será publicada nas principais economias do mundo, como Estados Unidos, China e zona do euro.
IBOVESPA -0,94% | 131.902 Pontos. CÂMBIO +0,12% | 5,76/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda de 0,3% em reais e 1,1% em dólares, aos 131.902 pontos.
O principal destaque positivo da semana foi Brava (BRAV3, +19,5%), continuando sua tendência de alta após a divulgação dos resultados do 4T24 (veja aqui), além do aumento de participação por parte de uma gestora.
A Embraer (EMBR3, -11,2%) ficou na ponta negativa, em meio a preocupações com os impactos de potenciais tarifas e realização de lucros após uma alta acumulada no ano de 41,1% até seu último pico em 19 de março.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com forte abertura ao longo da curva. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro de 2035 e 2026 saiu de -34,00 bps pontos-base (bps) na sexta-feira passada para -22,50 bps na última semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real tiveram alta, com os rendimentos das NTN-Bs com vencimento em 2030 consolidando-se em patamares próximos a 8,00% a.a. (vs. 7,90% a.a. na semana anterior). O DI jan/26 encerrou em 15,12% (+18,50 bps no comparativo semanal); DI jan/31 em 14,94% (+30,00 bps), e o dólar terminou em R$ 5,76/US$ (+0,8%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sexta-feira em alta de 0,48%, acumulando uma valorização de 1,32% na semana. Tanto os Fundos de Tijolo quanto os FIIs de Papel apresentaram bons desempenhos no dia, registrando uma valorização média de 0,62% e 0,54%, respectivamente. Entre os destaques positivos, estiveram OUJP11 (4,5%), CCME11 (4%) e BTRA11 (3,6%). Por outro lado, os destaques negativos foram TRBL11 (-2,6%), GZIT11 (-1,5%) e GGRC11 (-1,3%).
No Brasil, semana sem grandes eventos na agenda de indicadores. O calendário contará com a divulgação, na quarta-feira, da produção industrial de fevereiro (PIM-PF) e, na segunda-feira, do resultado primário do setor público consolidado. Além disso, serão divulgados o IGP-DI (sexta-feira) e a balança comercial (quarta-feira) referentes a março.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)