31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CONTRA ANISTIA: Grupos de esquerda fizeram ato contra anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro; maior evento foi em São Paulo, na Avenida Paulista e foi menor que o visto pró-anistia na Praia de Copacabana

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( Publicada originalmente às 17h 00 do dia 30/03/2025) 

(Brasília-DF, 31/03/2025) Neste domingo, 30, numa articulação feita por grupo de esquerda como Frente Brasil Popular, a Frente Povo sem Medo, o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram realizadas em várias cidades do Brasil atos contra a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe do 8 de janeiro.  Os eventos reuniram pessoas ligados notadamente a esquerda mas sem grandes aglomerações. O maior evento foi visto na cidade de São Paulo, que teve o deputado federal Guilherme Boulos na liderança.

Observadores independentes consultados pela Política Real e imagens que foram divulgadas apontam que o ato em São Paulo foi menor que o organizado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, defendendo a anistia, na praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro no dia 16 de março último.

Em São Paulo, a manifestação começou na Avenida Paulista e seguiu pela Vila Mariana até o prédio do antigo Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), onde eram presos e torturados os adversários da ditadura cívico-militar instaurada em 1964.

O sentido simbólico das manifestações foi o de ressaltar a importância da defesa da democracia e lembrar como a última ditadura impedia as vozes e os atos. Para uma das participantes do ano, Lenir Correia, a anistia dos atos de 8 de janeiro viria como uma carta branca para futuras tentativas de golpe: “É contra a injustiça que estamos aqui. Ele [Bolsonaro] foi uma pessoa que agiu contra o Brasil.”

“Quebraram todo o Congresso, picharam, fizeram o que fizeram. Trata-se de defender tudo que é público, que é nosso”, completou Lenir. Para ela, este tipo de protesto é importante para aumentar o número de pessoas contra a anistia e contra atos deste tipo.

Para o manifestante Sada Shimabuko, discutir anistia agora equivale a se colocar contrário à democracia. Para Rosemeire Amadeu, que também acompanhava a manifestação, com uma anistia é questão de tempo para que surjam novas tentativas de golpe.

Também participante do ato, Emmanuel Nunes disse que é importante dar apoio para que os réus sejam julgados nas vias normais, segundo o processo legal. “Para que não haja um conflito de poderes, pois se o Legislativo vota a anistia geraria uma crise entre poderes muito grande. Então a gente tem que garantir que haja o julgamento, e é importante o recado das ruas”, concluiu.

( da redação com informações da Ag. Brasil e de redes sociais)