31 de julho de 2025
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Terremoto em Myanmar e Tailândia já matou 1000 pessoas

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Publicado em
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Com agências

(Brasília-DF, 29/03/2025) O terremoto de magnitude 7,7  em escala richter que atingiu  nessa sexta-feira, 28, Myanmar matou mais de 1000 pessoas e o número de mortos continua aumentando à medida que se desenrolam as operações de salvamento. Na Tailândia, seis pessoas morreram até ao momento.

A junta militar que governa o Myanmar declarou neste sábado,29, que foram encontradas 1.002 pessoas mortas e outras 2.376 feridas, estando 30 outras desaparecidas.

O Myanmar está a braços com uma guerra civil prolongada e sangrenta, que já é responsável por uma enorme crise humanitária. Esta situação torna o deslocamente no país difícil e perigoso, complicando os esforços das equipas de socorro e aumentando os receios de que o número de mortos possa ainda aumentar vertiginosamente.

Após o primeiro abalo de 7,7 seguiram-se várias réplicas, incluindo uma de magnitude 6,4. Em muitas zonas do país, o terremoto fez cair edifícios, deformou estradas, provocou a queda de pontes e rebentou uma barragem.

Na capital, Naypyidaw, as equipes trabalharam no sábado para reparar as estradas danificadas, enquanto os serviços de eletricidade, telefone e Internet continuavam sem funcionar na maior parte da cidade. O terremoto derrubou muitos edifícios, incluindo várias unidades que albergavam funcionários públicos. Fotografias mostram equipas de salvamento a retirar vítimas dos escombros de vários edifícios onde se encontravam funcionários públicos. Essa zona da cidade foi bloqueada pelas autoridades no sábado.

Em Mandalay, o terremoto fez ruir vários edifícios, incluindo um dos maiores templos da cidade.

"Espera-se que o número de mortos e feridos aumente", afirmou o chefe do governo militar de Myanmar, o general Min Aung Hlaing, ao anunciar na televisão o último número de mortos.

Guerra civil devastou infraestrutura

Quatro anos de guerra civil, desencadeada pela tomada do poder em 2021 pelos militares, devastaram a infraestrutura e o sistema de saúde de Mianmar, deixando o país mal equipado para responder a um desastre deste tipo.

Em meio à guerra civil, travada por milícias e também militantes pró-democracia, forças governistas perderam o controle de boa parte de Mianmar. Em muitos lugares, prestar assistência humanitária é uma tarefa perigosa ou impossível, dada a dificuldade de locomoção.

As Nações Unidas estimam que quase 20 milhões de pessoas estejam necessitando de ajuda, e que 3 milhões foram deslocados pelos conflitos com os militares.

E apesar do terremoto, fontes citadas pela agência de notícias Associated Press afirmam que o governo continua a bombardear regiões controladas por rebeldes.

Mianmar declarou estado de emergência nas seis regiões mais afetadas após o terremoto, que a OMS descreveu como uma "ameaça muito grande à vida e à saúde".

Centenas de vítimas chegaram a um grande hospital em Naypyidaw, onde a entrada do departamento de emergência desabou.

Um funcionário do hospital, o mesmo visitado pelo chefe da junta, descreveu o cenário como uma "área de vítimas em massa", com médicos tratando os feridos do lado de fora.

Mianmar está localizada perto de uma zona de alta atividade tectônica devido à pressão entre a placa do subcontinente indiano ao sul e a placa eurasiática ao norte. O terremoto desta sexta-feira é um dos mais fortes registrados nos últimos anos.

Seis fortes tremores de terra de magnitude 7,0 ou mais ocorreram entre 1930 e 1956 perto da Falha de Sagaing, que vai de norte a sul pelo centro do país, de acordo com USGS.

Em 2016, um forte terremoto de magnitude 6,8 na antiga capital Bagan, no centro de Mianmar, matou três pessoas, derrubando também torres e desmoronando paredes de templos no destino turístico.

( por  Euro News, AP, DW. Edição: Política Real)