DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil divulgação do IBGE sobre emprego em fevereiro e os números do Novo Caged
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(Brasília-DF, 28/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XOP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação da PNAD com desemprego de fevereiro e os números do Novo Caged.
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Nesta sexta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%), enquanto os investidores continuam lidando com as incertezas em relação às tarifas e aguardam a divulgação do PCE ainda hoje. As taxas das Treasuries recuam levemente pela manhã, à medida que a guerra comercial segue no centro das atenções.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,5%), enquanto os mercados se preparam para as tarifas sobre montadoras impostas pelo presidente americano Donald Trump, que devem entrar em vigor no dia 2 de abril. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,4%; HSI: -0,6%), com a ameaça de tarifas americanas continuando a deixar os investidores em alerta.
Nos EUA, o destaque foi a projeção do Congressional Budget Office de que o déficit federal atingirá 7,3% do PIB ao fim do ano fiscal de 2055, frente aos 6,2% esperados em 2025. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,97% (-1,0bp), enquanto os de dez anos em 4,38% (+3,0bps).
IBOVESPA +0,47% | 133.149 Pontos. CÂMBIO +0,35% | 5,75/USD
Ibovespa
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 133.149 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -0,3%; Nasdaq, -0,5%) e em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15 de março, que surpreendeu os investidores e veio abaixo das expectativas.
A Hapvida (HAPV3, +5,4%) teve uma das maiores altas do dia, após a companhia firmar um acordo para oferecer atendimento ambulatorial em oncologia com a Oncoclínicas (ONCO3, +3,1%). Já a CVC (CVCB3, -2,6%) caiu, repercutindo os resultados do 4T24 da companhia.
Nesta sexta-feira, os destaques da agenda econômica serão o relatório Caged de fevereiro no Brasil e o deflator PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve, de fevereiro nos EUA.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quinta-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, o IPCA-15 de março teve alta de 0,64% m/m, abaixo das projeções do mercado (0,68% m/m), o que levou o mercado a reagir positivamente ao indicador. Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a autarquia ainda avalia se o aperto promovido via política monetária foi o necessário para arrefecer a economia e convergir a inflação para sua meta de 3%. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 15,1% (- 5,8bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15% (- 13,4bps); DI jan/29 em 14,78% (- 12,1bps); DI jan/31 em 14,88% (- 8,9bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira com uma alta de 0,41%, acumulando uma valorização de 0,84% ao longo da semana. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo apresentaram desempenhos positivos no dia, registrando valorizações médias de 0,35% e 0,34%, respectivamente. Entre os destaques positivos, figuraram HSLG11 (+4,8%), BTRA11 (+3,2%) e RBVA11 (+2,6%). Por outro lado, os destaques negativos foram MFII11 (-2,7%), TRBL11 (-1,5%) e SNEL11 (-1,5%).
Economia
O destaque hoje são os dados de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA de fevereiro. Os analistas de mercado estarão atentos às informações sobre renda e despesas pessoais, em busca de sinais de desaceleração econômica. Ainda mais importante é o deflator PCE, o medida de inflação favorita do Federal Reserve (banco central). O nosso cenário base não prevê mais cortes nas taxas este ano, mas isso poderá mudar face a uma forte virada no crescimento. Os analistas também estarão atentos à pressões sobre os preços decorrentes da política tarifária do presidente Donald Trump.
No Brasil, o destaque são os números do mercado de trabalho. Tanto a mudança a criação de postos de trabalho (Caged) como a taxa de desemprego de fevereiro serão divulgadas ao longo do dia e fornecerão informações importantes sobre se a economia está efetivamente está perdendo força, o que abriria espaço para o Banco Central interromper o ciclo de alta de juros em maio ou (mais provável) em junho.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)