DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em estabilidade e no Brasil será divulgado a prévia da inflação de março, IPCA-15
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(Brasília-DF, 27/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sem clareza e no Brasil atenção a divulgação do IPCA-15.
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Nesta quinta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam próximos à estabilidade (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: 0,0%), enquanto investidores avaliam o impacto das novas tarifas de 25% sobre automóveis importados, anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump. A medida também influencia a taxa das Treasuries, fazendo com que avancem pela manhã. A taxa de 2 anos sobe pouco mais de 1 bp, e a de 10 anos avança pouco mais de 2 bps.
Na Europa, as bolsas registram queda (Stoxx 600: -0,6%), pressionadas principalmente pelas ações do setor automotivo, afetadas diretamente pelas tarifas impostas pelos EUA. Já na Ásia, os mercados fecharam com desempenho misto: na China, as bolsas encerraram em alta (CSI 300: +0,3%; HSI: +0,4%), enquanto no Japão (Nikkei 225: -0,6%) o índice recuou, refletindo as preocupações relacionadas às novas medidas comerciais.
Economia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira tarifas de 25% sobre automóveis e autopeças sob o argumento de ameaça à base industrial e à segurança nacional do país. O movimento se junta a outras elevações de tarifas já anunciadas por Trump, como a de 20% sobre todas as importações da China e de 25% sobre Canadá e México, além de 25% sobre a importação de aço. Duas autoridades do Fed deram declarações nesta quarta-feira indicando que a política tarifária do presidente norte-americano pode ter impacto direto sobre os preços, indicando necessidade de uma pausa para avaliar os efeitos antes da retomada do ciclo de cortes de juros.
IBOVESPA +0,3% | 132.520 Pontos. CÂMBIO +0,4% | 5,73/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,3%, aos 132.520 pontos, na contramão dos mercados globais (S&P 500, -1,1%; Nasdaq, -2,0%), impulsionado pelas petrolíferas em meio a movimentos micro e alta do preço do petróleo.
O principal destaque positivo do dia foi Braskem (BRKM5, +9,7%) em meio a notícias de que os bancos credores da Novonor, que detêm ações da Braskem em garantia a dívidas e decidiram convertê-las, estão negociando com a Petrobras um novo acordo de acionistas para a companhia. Apesar disso, a Petrobras informou que não tomou nenhuma decisão ainda em relação à sua participação na Braskem. Já a JBS (JBSS, -2,7%) teve movimento de correção após a forte alta da ação nos últimos dias, repercutindo a notícia de que sua controladora, J&F Investimentos, firmar um acordo com o BNDESPar que elimina um possível obstáculo à listagem dupla da companhia (veja aqui o comentário).
O destaque da agenda econômica hoje será a divulgação do IPCA-15 de março no Brasil. Pela temporada de resultados do 4T24, Ambipar, Multilaser, Oncoclínicas, Ser Educacional e Simpar divulgam seus balanços.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, os investidores voltaram a reagir à postura mais restritiva do Banco Central em sua ata. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 15,17% (+4,3bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,15% (+11,2bps); DI jan/29 em 14,9% (+16bps); DI jan/31 em 14,98% (+16,5bps).
Nos EUA, o presidente Trump afirmou que o país precisa anexar a Groelândia, fortalecendo a crise diplomática com a Dinamarca. Além disso, também foram anunciadas tarifas de 25% para veículos produzidos fora dos EUA. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,98% (+2,0bps), enquanto os de dez anos em 4,35% (+4,0bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira com uma alta de 0,20%, acumulando uma valorização de 0,43% ao longo da semana. Tanto os Fundos de Papel quanto os FIIs de Tijolo apresentaram desempenhos positivos no dia, registrando valorizações médias de 0,16% e 0,15%, respectivamente. Entre os destaques positivos, figuraram MFII11 (+1,8%), RCRB11 (+1,7%) e KORE11 (+1,7%). Por outro lado, os destaques negativos foram KIVO11 (-2,4%), BCRI11 (-1,8%) e RZAT11 (-1,6%).
No Brasil, dados de contas externas mostraram uma deterioração da balança comercial, o que levou o resultado da conta corrente a registrar um déficit significativamente maior do que o de um ano atrás. Por outro lado, a conta financeira mostrou uma entrada significativa de recursos, superando o déficit da conta corrente. Para o ano, a expectativa é de uma piora da balança comercial e da conta corrente, que deve exceder a entrada de investimento estrangeiro direto no país.
Na agenda do dia, destaque para a divulgação do IPCA-15 de março. Nosso time macro indica que haverá uma alta de 0,72% no mês, com pressões em serviços e alimentação em casa. Além disso, teremos a divulgação do relatório trimestral de inflação pelo Banco Central, que deve mostrar detalhes sobre as projeções da autoridade monetária. Lá fora, teremos nos Estados Unidos a divulgação da leitura final do PIB do quarto trimestre, dados de contas externas e de pedidos de auxílio-desemprego.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)