DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para a divulgação das estatísticas do setor externo referentes a fevereiro
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(Brasília-DF, 26/03/2025) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para destaque para a divulgação das estatísticas do setor externo referentes a fevereiro pelo BC.
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Nesta quarta-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), após uma leve alta no último pregão, marcando a terceira sessão consecutiva de ganhos. As taxas das Treasuries recuam pela manhã, após mais uma queda na confiança do consumidor, que mostrou que o otimismo em relação ao futuro atingiu o nível mais baixo em mais de uma década.
Na Europa, as bolsas operam em baixa (Stoxx 600: -0,7%), enquanto os investidores aguardam dados de inflação e atividade econômica do Reino Unido, antes da Declaração de Primavera. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,3%; HSI: +0,6%), diante das expectativas de que as tarifas do presidente Donald Trump possam ser mais brandas do que o esperado anteriormente.
Nos EUA, o presidente Trump afirmou que Rússia e Ucrânia alcançaram um cessar-fogo no Mar Negro. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 3,96% (-8,0bps), enquanto os de dez anos em 4,31% (-3,0bps).
IBOVESPA +0,56% | 132.068 Pontos. CÂMBIO -0,73% | 5,70/USD
Ibovespa
Na terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,6%, aos 132.068 pontos, em um dia marcado pela divulgação da ata do Copom, que reforçou o tom vigilante em relação às perspectivas inflacionárias, mas sugeriu que o momento de pausa do ciclo de alta de juros para analisar os efeitos da política monetária contracionista está próximo.
O principal destaque positivo do dia foi Vamos (VAMO3, +15,6%), repercutindo os resultados do 4T24 da companhia (veja aqui o comentário). Já a Embraer (EMBR3, -2,1%) caiu, em potencial movimento de realização de lucros, estendendo as perdas dos últimos pregões e acumulando queda de 12,0% desde o seu último topo na semana passada.
Nesta quarta-feira, teremos os dados de inflação ao consumidor (CPI) de fevereiro no Reino Unido. Pela temporada de resultados do 4T24, os destaques serão Allied, Americanas, Dasa, Equatorial Energia, IMC, Kora Saúde, Rede D’Or, Tupy e Vamos.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura ao longo da curva. No Brasil, o Copom pontuou em sua ata que ainda enxerga o cenário atual como adverso, reiterando seu comprometimento com a reancoragem das expectativas e a condução da inflação para a meta de 3%, o que soou mais restritivo para os investidores. Além disso, o início do debate sobre a isenção de Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês ficou no radar do mercado. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 15,12% (+8,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,06% (+16,4bps); DI jan/29 em 14,8% (+15,2bps); DI jan/31 em 14,86% (+12,3bps).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira com uma leve alta de 0,14%, impulsionado, mais uma vez, pelo bom desempenho dos FIIs de Papel, que registraram uma valorização média de 0,26% no dia, em meio à expectativa de aumento nos proventos desses fundos, devido à inflação pressionada no início do ano e à previsão de uma Selic elevada por um período prolongado. Por outro lado, os FIIs de Tijolo apresentaram uma valorização média de apenas 0,06% durante a sessão. Entre os destaques positivos do dia estiveram HCTR11 (3%), BLMG11 (2,6%) e RBFF11 (2,3%). Já entre os destaques negativos, figuraram TRBL11 (-2,0%), BROF11 (-2,0%) e KORE11 (-1,9%).
Economia
No Brasil, o Banco Central publicou ontem a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento manteve o tom vigilante do comunicado pós-reunião, reforçando a necessidade de aperto monetário adicional para a convergência da inflação à meta. Ao mesmo tempo, a ata sugere que o fim do ciclo de elevação de juros se aproxima. Acreditamos que a ata do Copom é consistente com nosso cenário de taxa Selic terminal a 15,50%, após altas de 0,75 p.p. em maio e 0,50 p.p. em junho. Se a atividade econômica desacelerar mais do que o esperado, o Comitê pode optar por aumento de menor magnitude na próxima reunião (0,50 p.p.). Contudo, consideramos improvável que a taxa Selic terminal fique abaixo de 15,00%.
Hoje, destaque para a divulgação das estatísticas do setor externo referentes a fevereiro. Estimamos déficit em conta corrente de US$ 9,4 bilhões no mês, ainda refletindo forte aumento nas importações. Por sua vez, os ingressos líquidos de IDP (Investimento Direto no País) devem totalizar US$ 5,5 bilhões. No cenário internacional, atenções voltadas para as encomendas de bens duráveis e bens de capital nos Estados Unidos em fevereiro. Conforme já divulgado nesta manhã, a inflação no Reino Unido ficou abaixo das expectativas no mês passado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)