31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom

Veja mais

Publicado em
Mercados globais em queda

(Brasília-DF, 25/03/2025). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em baixa e no Brasil atenção para divulgação da íntegra da Ata do Copom.

Veja mais:

Nesta terça-feira, os futuros dos Estados Unidos operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), após os principais índices subirem com o aumento das esperanças de que Donald Trump irá limitar seus planos iniciais de tarifas amplas. As taxas das Treasuries avançam pela manhã, após relatos de que as tarifas do presidente americano podem ser mais limitadas em escopo e que tarifas específicas por setor podem ser adiadas.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,6%), à medida que persiste a incerteza sobre o alcance e a abrangência das tarifas comerciais americanas. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,1%; HSI: -2,4%), enquanto investidores também avaliam as ameaças comerciais do presidente Donald Trump.

Nos EUA, o apetite por risco dos investidores aumentou após rumores apontarem que a aplicação de tarifas pelos EUA seria mais branda do que o esperado. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,04% (+10,0bps), enquanto os de dez anos em 4,34% (+9,0bps).

Economia

Nos Estados Unidos, Donald Trump disse que as tarifas a serem anunciadas pelos EUA em 2 de abril devem ser direcionadas e, portanto, terão amplitude menor do que o governo americano havia anteriormente sinalizado. Ainda na temática tarifária, afirmou que pode dar desconto nas cobranças a certos países e setores. Nos indicadores, PMI de serviços veio mais forte que o esperado na leitura preliminar de março (54,3 vs exp. 51,0), enquanto o PMI industrial decepcionou (49,8 vs exp. 51,7). As falas e a surpresa no indicador de serviços trouxeram alívio aos ativos americanos.

IBOVESPA -0,8% | 131.321 Pontos.     CÂMBIO +0,6% | 5,75/USD

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,8%, aos 131.321 pontos e na contramão dos mercados globais (S&P 500, +1,8%; Nasdaq, +2,3%). O desempenho do índice repercutiu as falas do ministro da fazenda, Fernando Haddad, de que os parâmetros do arcabouço fiscal poderão ser alterados quando houver maior estabilidade das principais variáveis macroeconômicas. Após isso, no entanto, o ministro ressaltou que está confortável com os atuais parâmetros do arcabouço.

O principal destaque positivo do dia foi Brava (BRAV3, +10,2%), continuando a tendência positiva da companhia após os resultados do 4T24 (veja aqui mais detalhes). Já a Embraer (EMBR3, -4,7%) caiu, em potencial movimento de realização de lucros.

Nesta terça-feira, o destaque da agenda econômica é a divulgação da ata da última reunião do Copom. Pela temporada de resultados do 4T24, teremos Boa Safra, Bradespar, Eletromídia e JBS.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, a incerteza fiscal relacionada à tramitação da isenção de Imposto de Renda para quem recebe R$ 5 mil levou o mercado a precificar um cenário mais desafiador para a política fiscal. Na curva nominal, o DI jan/26 encerrou em 15,03% (+7,5bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 14,92% (+15,3bps); DI jan/29 em 14,72% (+18,7bps); DI jan/31 em 14,84% (+18bps).

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda-feira com uma leve alta de 0,08%, impulsionado pelo bom desempenho dos FIIs de Papel, que registraram uma valorização média de 0,32% no dia, em meio à expectativa de elevação dos proventos, diante da inflação pressionada no início do ano e da Selic em níveis elevados.

Por outro lado, os FIIs de Tijolo apresentaram um recuo médio de 0,01% durante a sessão. Entre os destaques positivos do dia, estiveram HCTR11 (4,7%), KIVO11 (2,7%) e KNRI11 (2,6%). Já entre os destaques negativos, figuraram JSAF11 (-3,5%), VIUR11 (-2,9%) e SARE11 (-2,3%).

No Brasil, destaque para a divulgação da ata da última reunião do Copom, que elevou a taxa de juros em 1,00 p.p. para 14,25%. O documento traz detalhes sobre a última decisão de juros e pode dar pistas sobre os próximos passos da autoridade monetária. Nosso cenário base contempla altas de 0,75 p.p. em maio e 0,50 p.p. em junho, levando a Selic a 15,50%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)