31 de julho de 2025
Brasil e Economia

SINAL DOS TEMPOS: Pesquisa Febraban aponta que uso do cheque pelos brasileiros cai a 18% em 2024 e 96% desde 1995

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( Publicada originalmente às 11h 46 do dia 23/01/2025) 

(Brasília-DF, 24/01/2025). Nesta quinta-feira, 23, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou pesquisa Febraban com base em levantamento tem como base a Compe - Serviço de Compensação de Cheques. O levantamento  mostra que os brasileiros usaram 137,6 milhões de cheques no ano passado. Entretanto, as estatísticas revelam que o número de documentos compensados no país cai ano a ano- houve redução de 18,4% de 2024 para o ano anterior. 

Na comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda foi significativa, de 95,87%.

Em 2024, o total do volume financeiro dos cheques somou R$ 523,19 bilhões, queda de 14,2% ante o ano anterior.

“Apesar da crescente digitalização do cliente bancário, o cheque ainda é bastante usado no Brasil. São diversos motivos que ainda fazem este documento de pagamento sobreviver: resistência de alguns clientes com os meios digitais, uso em comércios que não querem oferecer outros meios de pagamento, utilização como caução para uma compra, como opção em localidades com problemas de internet, entre outros”, analisa Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban.

Os números também mostram que o valor médio do cheque é mais alto, o que significa que a população está usando este meio de pagamento para transações de maior valor, enquanto as transações menores e do dia a dia são feitas com o Pix, complementa o diretor. “No ano passado, o tíquete médio do documento foi de R$ 3.800,87 ante R$ 3.617,60 de 2023”, diz.

 

     

Ano

Compensados

Variação de
ano para 1995

1995

3.334.224.724

 

1996

3.158.118.845

-5,28%

1997

2.943.837.133

-11,71%

1998

2.748.906.075

-17,55%

1999

2.602.863.723

-21,93%

2000

2.637.492.836

-20,90%

2001

2.600.298.561

-22,01%

2002

2.397.295.279

-28,10%

2003

2.246.428.302

-32,63%

2004

2.106.501.724

-36,82%

2005

1.940.344.627

-41,81%

2006

1.709.352.834

-48,73%

2007

1.533.452.222

-54,01%

2008

1.396.544.544

-58,11%

2009

1.234.971.610

-62,96%

2010

1.120.364.198

-66,40%

2011

1.012.774.771

-69,62%

2012

914.214.328

-72,58%

2013

838.178.679

-74,86%

2014

755.816.648

-77,33%

2015

672.014.638

-79,84%

2016

576.404.408

-82,71%

2017

494.055.868

-85,18%

2018

436.204.425

-86,92%

2019

384.278.195

-88,47%

2020

287.196.448

-91,39%

2021

218.944.650

-93,43%

2022

202.848.320

-93,92%

2023

168.693.980

-94,94%

2024

137.658.640

-95,

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)