Donald Trump ameaça a Rússia para ela acabar “com essa guerra ridícula”; ele diz que ama o povo russo, mas se não for resolvido vai taxar os russos e os que os apoiam na guerra contra a Ucrânia
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( Publicada originalmente às 14h 40 do dia 22/01/2025)
( reeditado)
Com Euro News e Sputnik News
(Brasília-DF, 23/01/2025) Nesta quarta-feira, 23, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor sanções à Rússia e aos seus aliados se não se chegar rapidamente a um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia. Ele se manifestou em sua rede social.
“Acalmem-se agora e acabem com esta guerra ridícula! SÓ VAI PIORAR. Se não chegarmos a um 'acordo', e em breve, não tenho outra escolha senão aplicar elevados níveis de impostos, tarifas e sanções a tudo o que for vendido pela Rússia aos Estados Unidos e a vários outros países participantes”, escreveu o presidente norte-americano, Donald Trump, num post no Truth Social, dirigido ao presidente Valdimir Putin.
Ele falou mais:"Eu não pretendo prejudicar a Rússia. Eu amo o povo russo e sempre tive uma boa relação com o presidente [russo] Vladimir Putin — apesar da esquerda radical da Rússia. Nunca devemos nos esquecer de que a Rússia nos ajudou a vencer a Segunda Guerra Mundial, perdendo quase 60 mil vidas nesse processo. Dito isso, eu vou fazer para a Rússia, cuja economia está em queda, e ao presidente Putin, um grande favor. Resolvam isso agora e parem essa guerra ridícula! Isso só vai piorar", escreveu Trump.
“Podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil - e a maneira fácil é sempre melhor”, disse Trump.
O post surge depois de o presidente norte-americano não ter cumprido a sua promessa de campanha de acabar com a guerra nas 24 horas seguintes à tomada de posse. Relatórios recentes sugerem que a sua administração espera agora que sejam necessários vários meses para negociar um acordo.
Trump fez do fim da invasão da Ucrânia pela Rússia uma das suas principais promessas de campanha, mas não é claro que a sua nova ameaça exerça uma pressão significativa sobre a Rússia para que esta mude a sua postura negocial.
( da redação com informações de agências. Edição: Política Real)