OMS comenta Trump e pede reconsideração da decisão dos EUA sair da organização; nota diz que a OMS e o mundo ganharam com os EUA e que o país também ganhou
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( Publicada originalmente às 09 h 31 do dia 21/01/2025)
(Brasília-DF, 22/01/2024) De Genebra, sede da entidade na Suíça, a Organização Mundial da Saúde divulgou nota nesta manha, 21, em que comenta o anúncio feito pelo presidente Donald Trump, que eles tratam de forma impessoal, como ato dos Estados Unidos, afirmando que aquele país é fundados da OMS, lá em 1948, e pede que os EUA reconsidere sua decisão de sair da organização liga as Nações Unidas( ONU).
A nota não é assinada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Grebreysus. A OMS salienta que a parceira dos Estados Unidos com a organização é boa para o Mundo e foi boa para os Estados Unidos e não comenta sobre Trump ter informado que a entidade enganou os EUA.
“Por mais de sete décadas, a OMS e os EUA salvaram inúmeras vidas e protegeram os americanos e todas as pessoas de ameaças à saúde. Juntos, acabamos com a varíola e, juntos, levamos a poliomielite à beira da erradicação. As instituições americanas contribuíram e se beneficiaram da filiação à OMS.”, diz parte do texto.
Veja o texto da nota:
“OMS comenta anúncio dos Estados Unidos sobre intenção de retirada
Genebra – A Organização Mundial da Saúde lamenta o anúncio de que os Estados Unidos da América pretendem se retirar da Organização.
A OMS desempenha um papel crucial na proteção da saúde e da segurança das pessoas no mundo, incluindo os americanos, abordando as causas básicas das doenças, construindo sistemas de saúde mais fortes e detectando, prevenindo e respondendo a emergências de saúde, incluindo surtos de doenças, muitas vezes em lugares perigosos onde outras pessoas não podem ir.
Os Estados Unidos foram um membro fundador da OMS em 1948 e têm participado da formação e governança do trabalho da OMS desde então, juntamente com outros 193 Estados-membros, inclusive por meio de sua participação ativa na Assembleia Mundial da Saúde e no Conselho Executivo. Por mais de sete décadas, a OMS e os EUA salvaram inúmeras vidas e protegeram os americanos e todas as pessoas de ameaças à saúde. Juntos, acabamos com a varíola e, juntos, levamos a poliomielite à beira da erradicação. As instituições americanas contribuíram e se beneficiaram da filiação à OMS.
Com a participação dos Estados Unidos e de outros Estados-membros, a OMS implementou, nos últimos 7 anos, o maior conjunto de reformas de sua história, para transformar nossa responsabilidade, custo-efetividade e impacto nos países. Este trabalho continua.
Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem e estamos ansiosos para nos envolver em um diálogo construtivo para manter a parceria entre os EUA e a OMS, em benefício da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas ao redor do mundo.
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)