31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Estimativa para a safra agrícola de 2025 é de 322,6 milhões; em 2024, com o fechamento de dezembro foi registrado queda de 7,2% frente a 2023, informa IBGE

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( Publicada originalmente às 07h 00 do dia 15/01/2025) 

(Brasília-DF, 16/01/2025). Nessa terça-feira, 14, o IBGE divulgou a sua pesquisa Levantamento Sistemático da Produção Agrícola(LSPA) de dezembro de 2024 apontando que o terceiro prognóstico para a safra 2025 aponta que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 322,6 milhões de toneladas, com alta de 2,5% ante o 2º prognóstico (7,8 milhões de toneladas) e alta de 10,2% frente a 2024 (29,9 milhões de toneladas).

Esperam-se acréscimos na produção da soja (15,4% ou 22 347 519 t), para o milho 1ª safra (9,3% ou 2 124 233 t), para o milho 2ª safra (4,1% ou 3 736 047 t), para o arroz (8,1% ou 856 065 t), para o trigo (4,8% ou 360 657 t) e para o feijão 1ª safra (30,9% ou 276 071 t). Para o algodão herbáceo em caroço foi estimado uma estabilidade na produção (0,0% ou 2 354 t), enquanto para o sorgo foi estimado um declínio de 3,2% ou -127 668 t.

Já a safra de 2024 alcançou 292,7 milhões de toneladas, com queda de 7,2% (22,7 milhões de toneladas) ante a safra de 2023. A área colhida em 2024 chegou a 79,0 milhões de hectares, com alta de 1,6% (ou mais 1,2 milhão de hectares) frente a 2023.

A 12ª estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2024 alcançou 292,7 milhões de toneladas, com queda de 7,2% (ou mais 22,7 milhões de toneladas) ante 2023 (315,4 milhões de toneladas). A área a ser colhida foi de 79,0 milhões de hectares, apresentando aumento de 1 208 518 hectares frente à área colhida em 2023, crescimento de 1,6%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio de 68 952 hectares (-0,1%).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,3% da estimativa da produção e respondem por 87,2% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 16,1% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,2% na do arroz em casca; de 6,7% na do feijão; de 4,1% na da soja e de 0,7% na do sorgo, ocorrendo declínios de 3,4% na área do milho (reduções de 9,6% no milho 1ª safra e de 1,5% no milho 2ª safra) e de 12,8% na do trigo

Na produção, ocorrem acréscimos de 14,6% para o algodão herbáceo (em caroço); de 3,0% para o arroz; de 5,0% para o feijão, bem como decréscimos de 4,6% para a soja, de 12,5% para o milho (reduções de 17,4% no milho de 1ª safra e de 11,2% no milho de 2ª safra), de 2,9% para o trigo e de 7,5% para o sorgo.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 144,9 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 114,7 milhões de toneladas (22,9 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 91,8 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 10,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,5 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 8,9 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 4,0 milhões de toneladas.

Frente a 2023, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Norte (8,1%), sendo que para as demais, a variação foi negativa: a Sul (-1,9%), a Centro-Oeste (-10,2%), a Sudeste (-15,8%) e a Nordeste (-4,3%). Quanto à variação mensal, todas as Regiões apresentaram declínio na produção: Região Sul (-0,9%), Centro-Oeste (-0,3%), Nordeste (-0,3%), Sudeste (-0,1%) e Norte (-1,8%).

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,4%, seguido pelo Paraná (12,8%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (11,0%), Mato Grosso do Sul (6,7%) e Minas Gerais (5,7%), que, somados, representaram 79,4% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,4%), Sul (26,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,8%) e Norte (6,2%).

Em relação a novembro, houve aumentos nas estimativas da produção do tomate (8,6% ou 371 003 t), da castanha-de-caju (6,2% ou 9 445 t), do feijão 3ª safra (1,6% ou 13 024 t), da mandioca (1,3% ou 249 465 t), do cacau (1,3% ou 3 648 t), da uva (1,2% ou 21 436 t), do milho 1ª safra (0,5% ou 109 094 t), da soja (0,1% ou 75 980 t), e declínios na produção da aveia (-9,7% ou -113 821 t), do trigo (-7,5% ou -612 940 t), da laranja (-7,1% ou -928 448 t), da cevada (-2,6% ou -11 029 t), do feijão 2ª safra (-1,9% ou -26 348 t), do sorgo (-1,8% ou -73 412 t), do milho 2ª safra (-1,0% ou -949 519 t), e do feijão 1ª safra (-1,0% ou -8 638 t).

Entre as regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 144,6 milhões de toneladas (49,4%); Sul, 78,3 milhões de toneladas (26,8%); Sudeste, 25,8 milhões de toneladas (8,8%), Nordeste, 25,8 milhões de toneladas (8,8%) e Norte, 18,2 milhões de toneladas (6,2%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para a Região Norte (8,1%), sendo que para as demais, a variação foi negativa: a Sul (-1,9%), a Centro-Oeste (-10,2%), a Sudeste (-15,8%) e a Nordeste (-4,3%). Quanto à variação mensal, todas as Regiões apresentaram declínio na produção: Região Sul (-0,9%), Centro-Oeste (-0,3%), Nordeste (-0,3%), Sudeste (-0,1%) e Norte (-1,8%).

Para 2025, terceiro prognóstico estima safra 10,2% maior que a de 2024

Destaques do terceiro prognóstico para 2025

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão é de 8,9 milhões de toneladas, sendo praticamente igual a safra de 2024. Em relação ao segundo prognóstico, ocorreram pequenos ajustes, um aumento de 0,7% na produção esperada, com crescimento de 0,5% na área cultivada e de 0,2% no rendimento médio.

ARROZ (em casca) – A estimativa para 2025 aponta para uma produção de 11,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,5% em relação à safra do ano anterior, com aumento de 0,7% na área a ser colhida e no rendimento médio.

CAFÉ (em grão) - A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,2 milhões de toneladas, ou 53,2 milhões de sacas de 60 kg, decréscimo de 6,8% em relação ao volume produzido em 2024.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,1 milhões de toneladas ou 35,6 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 5,1% em relação a novembro e de 11,2% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta um declínio de 5,4%; ao passo que a área a ser colhida teve retração de 5,5%, enquanto o rendimento, queda de 6,1%.

Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,1 milhão de toneladas ou 17,6 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 0,4% em relação ao mês anterior e de 3,4% em relação ao volume produzido em 2024. O rendimento médio, em relação a 2024, deve crescer 2,9% motivado pelos maiores investimentos em tratos culturais e insumos, uma vez que os preços do produto estão com boa rentabilidade.

FEIJÃO (em grão) – O terceiro prognóstico da produção do feijão para 2025, considerando-se as três safras, é de 3,4 milhões de toneladas, aumento de 9,3% em relação à safra colhida em 2024. A 1ª safra deve produzir 1,2 milhão de toneladas; a 2ª safra, 1,4 milhão de toneladas; e a 3ª safra, 775,0 mil toneladas. A área a ser colhida na safra de verão (1ª safra) deve alcançar 1,3 milhão de hectares, aumento de 6,3% em relação a 2024, enquanto a estimativa para o rendimento médio, de 880,0 kg/ha, apresenta um crescimento de 23,1%.

MILHO (em grão) – A estimativa para a produção de milho em 2025 é de 120,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,1% em relação ao ano de 2024, justificado pelo aumento do rendimento médio de 4,5% (5 613 kg/ha). Em relação ao 2º prognóstico, ocorreu crescimento de 2,6% na estimativa da produção.

Para o milho 1ª safra, a produção está estimada em 25,0 milhões de toneladas e apresentou aumento de 0,4% em relação ao 2º prognóstico, devido ao crescimento da área a ser colhida, de 29 747 hectares (0,7%).

Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção foi de 95,5 milhões de toneladas, crescimentos de 3,2% em relação ao 2º prognóstico e de 4,1% em comparação à safra 2024, em decorrência do rendimento médio, estimado em 5 661 kg/ha, valor 3,3% superior ao do mês anterior e 2,8% maior no comparativo anual.

SOJA (em grão) – A terceira estimativa de produção de soja para 2025 apresentou um reajuste mensal positivo de 2,3%, totalizando 167,3 milhões de toneladas. Este volume representa um aumento de 15,4% em relação a 2024, estabelecendo um novo recorde na produção nacional. O crescimento se deve, principalmente, ao incremento de 12,4% no rendimento médio, que deve alcançar 3 539 kg/ha, aliado a uma base comparativa mais baixa devido à queda de produtividade na safra anterior.

SORGO (em grão) – O prognóstico de dezembro, para safra 2025 do sorgo, é de 3,9 milhões de toneladas, indicativo de estabilidade em relação ao prognóstico anterior, e declínio de 3,2% sobre a quantidade colhida na safra 2024

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real )