31 de julho de 2025
Brasil e Poder

NOVA COMUNICAÇÃO: Sidônio Palmeira disse que está a postos para missão dada por Lula, que a tarefa não será só dele, mas de todos e que a verdade é o único contra a velocidade da mentira

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( Publicada originalmente às 10h 10 do dia 14/01/2025) 

(Brasília-DF, 15/01/2024) Na manhã desta terça-feira, o publicitário Sidônio Palmeira foi empossado no cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social do Planalto. A posse dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcada, inicialmente, por uma fala de despedida do então ministro Paulo Pimenta, deputado licenciado do PT do Rio Grande do Sul. Ele afirmou que entrega uma Secom reconstruída, visto que ela foi “destruída”.

O presidente Lula não falou no evento.  O empossado, Sidônio Palmeira, disse que está pronto para a missão que lhe foi dada pelo presidente Lula e que a verdade é o único antídoto contra a velocidade da mentira.

“Seguiremos firmes. Estou aqui porque nada mais importa nesse momento do que essa missão. A verdade, por mais lenta que pareça, é o único antídoto contra a velocidade da mentira.”, disse.

Ele disse que o Governo irá cumprir sua missão, mas deixou claro que a missão não solitária, mas de todos os membros do Governo.

“O Governo fará frente aos seus desafios de comunicação? Sim! Não nos faltará empenho, criatividade, assim como sei que não falta a esse Governo feitos importantes. Mas precisamos do envolvimento de todos e todas.”, disse.

Veja a íntegra da fala do novo ministro:

Nunca esteve nos meus planos estar aqui. Embora considere a política e a gestão pública como as únicas vias para a construção de uma sociedade mais justa, não sou da política partidária, não tenho, nunca tive, nem pretendia ter cargo público, mandato ou uma carreira na política institucional.

O que me traz aqui é a mesma força que me fez contribuir para as eleições de 2022, as mais importantes da história do país; a força de estar do lado certo da história. Também assumo este desafio guiado pelo meu sentimento de justiça. Temos um presidente que recebeu um país destruído e desmoralizado para governar. Em

apenas dois anos, o seu governo arrumou a casa, melhorou os indicadores econômicos, de justiça social e combate à pobreza. Fez renascer ministérios e programas ]sociais importantes, reduziu a mortalidade infantil e está retirando milhões de brasileiros e brasileiras do mapa da fome. O nosso país voltou a ser respeitado no mundo. Mas esse trabalho não está sendo percebido por parte da população. A informação dos serviços não chega na ponta, a população não consegue ver o governo em suas virtudes. A mentira nos ambientes digitais, fomentada pela extrema direita, cria uma cortina de fumaça da vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade.

Esse movimento aprofunda o negacionismo, a xenofobia e as violências raciais e de gênero. Promove um revisionismo histórico sob regência do charlatanismo político, que promete prosperidade imediata e pavimenta a cultura do ódio, do cancelamento e do individualismo.

Para fazer frente a esse movimento macabro, não basta apenas chamar um marketeiro, como vocês dizem. Precisamos ampliar a nossa concepção do papel da comunicação nesse novo mundo. A comunicação está no centro dos grandes desafios mundiais e o nosso trabalho é compreendê-la em sua complexidade e convocar a todos, uma vez que o desafio não é exclusivo da Secom. Ao invés de reclamar, teorizar e levar a comunicação para o divã, vamos fazer parte dela. Comunicação é tornar comum. Não só compreendida por todos, a comunicação deve ser compartilhada por todos.

E o nosso novo modelo de sociedade requer uma comunicação cada vez mais alinhada com as novas demandas, sobretudo com a prosperidade das famílias. O trabalho não é mais o mesmo, os sonhos das pessoas não são iguais e uma comunicação eficaz é capaz de dialogar com os múltiplos países dentro do nosso país. Como profissional de marketing, ex-presidente do sindicato, da ABAP, trago também uma outra visão da publicidade, como prestadora de serviços, que informa e contribui para melhorar a vida das pessoas. As mães e pais precisam saber que chegou vacina no posto. O garoto que está na escola precisa saber que existe o pé de meia. A jovem precisa saber que o governo fornece absorvente para proteger a dignidade dela.

Não serei o porta-voz do governo. Lutarei pelas vozes do governo e a sua voz maior, a do Presidente da República. Vejo que o papel da comunicação deve se concentrar em ser a enzima que liga a política e a gestão, tornando a política mais integrada com uma gestão mais eficiente. Encaro o desafio também com um olhar para a participação da comunicação na elaboração dos programas e políticas públicas, com base na escuta da população.

Encaro também a missão da comunicação como guardiã da democracia, sobretudo no combate à desinformação. Medidas como as anunciadas recentemente pela Meta são ruins porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional, promovendo um faroeste digital. Buscaremos incentivar os processos regulatórios e garantir que a população tenha acesso às informações. Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja desvirtuando seus conceitos para viabilizar a liberdade de manipulação e agressão. A defesa da integridade da informação é hoje condição de sobrevivência das democracias de todo o mundo. Por isso a relevância de reforçar as ações em diálogo com organismos internacionais e com outros governos para promover o combate à desinformação e o discurso de ódio.

O Governo fará frente aos seus desafios de comunicação? Sim! Não nos faltará empenho, criatividade, assim como sei que não falta a esse Governo feitos importantes. Mas precisamos do envolvimento de todos e todas.

A ONU reconhece o combate às Fake News como uma questão de Direitos Humanos. Essa não é apenas uma questão de governo, é uma questão da nação, é uma questão do mundo. Seguiremos firmes. Estou aqui porque nada mais importa nesse momento do que essa missão. A verdade, por mais lenta que pareça, é o único antídoto contra a velocidade da mentira.

Muito obrigado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)