31 de julho de 2025
Brasil e Economia

Lula dá posse a Sidônio Palmeira na Secom com a missão de “revolucionar” sua comunicação social em momento que a desaprovação de Lula e o Governo é maior que aprovação apesar dos avanços econômicos

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Lula e Sidônio Palmeira

( Publicada originalmente às 07h 29 do dia 14/01/2025) 

(Brasília-DF, 15/01/2025) Nesta terça-feira, o publicitário baiano Sidônio Palmeira vai ser empossado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade no Palácio do Planalto a partir das 11 horas como o novo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.  Todos os ministros foram convidados.

Sidônio Palmeira que fez a campanha eleitoral vitoriosa do presidente Lula na eleição de 2022 não gosta de ser chamado de “marqueteiro” e chega com a missão de “revolucionar” a imagem do presidente da República e do Governo que vive seu pior momento com a reprovação, segundo as últimas pesquisas, está maior que a aprovação mesmo com índices econômicos e sociais em evolução. A inflação que ficou acima do teto da meta é visto como um dos motivos dessa desaprovação, também.

A nomeação de Sidônio Palmeira tem sido criticada pelo fato dele ser visto o “marqueteiro” que vai ser pago com dinheiro público para preparar a candidatura de reeleição do presidente Lula em 2026.

A principal missão de Palmeira será a de mostrar o presidente Lula melhor nas redes sociais, um território de mídia em que tanto Lula como o PT são vistos com muitos passos atrás que seus adversários do campo ultra-conservador. Nos últimos dias pesquisas como a AtlasIntel e a Paraná mostraram a desaprovação de Lula e do Govenro maior que a aprovação.

Quem é Sidônio Palmeira

Formado em engenharia, Sidônio é visto como pragmático. Sua experiência política começou como líder estudantil na Universidade Federal da Bahia. Foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes, entre 1981 e 1982, em chapa ligada ao PCdoB, junto com a hoje deputada federal Lídice da Mata (PSB). 

Como líder estudantis, atuava na luta pela abertura política, por assistência estudantil e na oposição ao então governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães(ACM).

Após deixar a universidade, migrou para a área comunicação. Fez a campanha política, em 1992, de Lídice da Mata, na época no PSDB, que foi então eleita a primeira mulher prefeita de Salvador.

Conquistou proeminência com a campanha do hoje senador Jacques Wagner (PT) ao governo baiano, em 2006. Desde então, sua empresa de comunicação venceu sucessivas concorrências de contratos de publicidade do Governo da Bahia. E em 2014,  ajudou a eleger o hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa, como governador. Na oportunidade, a campanha foi considerada um sucesso porque, mesmo deputado federal, Rui Costa não era conhecido pelo eleitorado.

Em 2017, Palmeira fez peças de publicidade para o diretório nacional do PT e atuou no segundo turno da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República, em 2018.

Em 2017, a Polícia Federal realizou busca e apreensão na agência de comunicação Leiaute, da qual Sidônio Palmeira é sócio, em uma operação que apurava suspeita de caixa dois no instituto de pesquisa ligado ao deputado Marcelo Nilo (Republicanos). A Justiça Eleitoral da Bahia anulou as ações.

Sidônio é alvo, também, de uma ação civil pública de improbidade movida pelo Ministério Público por contrato firmado em 2006 com a Câmara de Salvador. A defesa argumenta que os serviços foram devidamente prestados e que não há irregularidades. 

Fora do seu principal ramos de ativida, Sidônio ainda militou no esporte e liderou o movimento pela democratização da gestão do Esporte Clube Bahia, em 2013.

(da redação com informações de assessorias. Edição: Política Real)