REAÇÃO A TRUMP: "Não queremos ser americanos", diz o primeiro-ministro da Gronelândia, Múte B. Egede
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( Publicada originalmenmte às 07h 50 do dia 11/01/2025)
Com agências
(Brasília-DF, 13/01/2025) O primeiro-ministro da Gronelândia, Múte B. Egede, afirmou que os habitantes do território ártico não querem ser americanos, mas que compreende o interesse do Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, na ilha, dada a sua localização estratégica.
Os Estados Unidos são um forte aliado da União Europeia e o principal membro da OTAN e muitos na Europa ficaram chocados com a sugestão de que um novo líder dos EUA poderia considerar o uso da força contra um aliado.
Os comentários do Primeiro-minisrro surgiram depois de Trump ter dito, no início da semana, que não excluiria o recurso à força ou à pressão económica para tornar a Gronelândia, que é um território semi-autónomo da Dinamarca, parte dos Estados Unidos.
Trump afirmou que se tratava de uma questão de segurança nacional para os EUA.
Egede reconheceu que a Gronelândia faz parte do continente norte-americano e "um lugar que os americanos veem como parte do seu mundo", mas disse que não tinha falado com Trump desde que este fez os comentários.
Egede tem apelado à independência da Gronelândia, apontando a Dinamarca como uma potência colonial que nem sempre tratou bem a população indígena Inuit.
"A Gronelândia é para o povo da Gronelândia. Não queremos ser dinamarqueses, não queremos ser americanos. Queremos ser gronelandeses", afirmou numa conferênci de imprensa ao lado da primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, em Copenhagen.
O desejo de Trump pela Gronelândia provocou ansiedade na Dinamarca e em toda a Europa.
Os Estados Unidos são um forte aliado da União Europeia de 27 nações e o principal membro da aliança da OTAN e muitos na Europa ficaram chocados com a sugestão de que um novo líder dos EUA poderia sequer considerar o uso da força contra um aliado.
No entanto, Frederiksen considera que a discussão tem um aspeto positivo.
"O debate sobre a independência da Gronelândia e os últimos anúncios dos EUA nos mostram o grande interesse na Gronelândia", afirmou.
"A Gronelândia pertence aos gronelandeses - a mais ninguém."
(da redação com informações da Euro News. Edição: Política Real)