Fernando Haddad disse que a reunião com Lula foi informar programação do ano, disse que prioridade é votar o orçamento, voltou a dizer que o dólar vai se acomodar e negou aumento de IOF
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( Publicada originalmente às 12h 00 do dia 06/01/2025)
(Brasília-DF, 07/01/2025) O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, era para estar de férias, mas cancelou seu descanso deste início de ano a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o recebeu em sua primeira audiência no Palácio do Planalto, desde quando se hospitalizou por conta da cirurgia que fez no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Haddad falou com os jornalistas após o encontro com o chefe de Governo. Haddad disse que conversou com Lula sobre as pautas deste início de ano, em que o Governo Federal ainda não tem o orçamento federal para 2025 aprovado.
“Começamos o ano. Fui apresentar para ele o planejamento do Ministério da Fazenda, já agendando reuniões futuras, inclusive prevendo já a instalação dos trabalhos vinculativos e começamos. Primeiro despacho do ano. “, disse, inicialmente
Ele foi questionado pelos jornalistas sobre alguma novidade sobre o corte de gastos.
Ele negou que este assunto tenha sido tratado. “Não conversamos sobre isso, conversamos sobre outros temas, mas o planejamento do ano. “, disse.
Em seguida, jornalista perguntou sobre a reforma tributária sobre renda. O jornalista disse: - A reforma da renda no ano passado, o senhor mencionou que tinha uma inconsistência que ela seria resolvida nos primeiros dias desse ano. Como é que está essa questão? Já foi resolvida?
“O presidente vai primeiro aguardar a eleição das mesas, essas coisas têm que avançar um pouco mais, os líderes, mas enfim, está programada, a discussão está programada para 2025. Ela tem que acontecer em 2025.”, disse.
Haddad disse que “a prioridade agora é votar o orçamento.”.
Os jornalistas falaram mais sobre orçamento. - Esse mês de ano sem orçamento, já há algum tipo de restrição?
Haddad disse que não haveria restrições. “Não. A princípio, não. Tem uma regra para isso, enquanto não votar o orçamento. No começo do ano é sempre uma execução mais lenta mesmo, ordinariamente. Mas nós temos que discutir, falar com o relator para ajustar o orçamento às perspectivas do arcabouço fiscal e das leis que foram aprovadas no final do ano passado. “, disse.
Jornalista quis saber mais detalhes da reunião de Haddad com Lula, sobre a pauta legislativa. - Tem alguma possibilidade de subir a OIF para conter a saída de dólar? Haddad disse que “Não. Ok. A questão do dólar, a gente tem que entender isso como uma coisa que tem um processo de acomodação natural.
E nós tivemos um estresse no final do ano passado, no mundo todo tivemos aqui um estresse também, no Brasil. Hoje mesmo o presidente eleito dos Estados Unidos deu declarações de que, moderando determinadas propostas que foram feitas ao longo da campanha, é natural que as coisas se acomodem. Mas não existe discussão de mudar o regime cambial no Brasil.”, disse.
- Nem de aumentar imposto, perguntou um jornalista.
“Nem de aumentar imposto com esse objetivo. Nós estamos recompondo a base fiscal do Estado brasileiro pelas propostas que estão sendo endereçadas pelo Congresso Nacional.”, disse.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)