31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Pesquisa Genial/Quaest revela que 86% dos brasileiros continuam rejeitando atos contra os prédios dos Três Poderes; aumentou entre bolsonaristas e diminuiu entre os petistas

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( Publicada originalmente às 08h 58 do dia 06/01/2025) 

(Brasília-DF, 07/01/2025). Nesta segunda-feira, a Quaest Pesquisas, em parceria com a Genial Investimentos, divulgou pesquisa sobre os atos de vandalismo e golpismo contra prédios da Praça dos Três Poderes que vão completar 2 anos na próxima quarta-feira, 08.  A grande maioria dos brasileiros 86% condena aqueles atos. O que se percebeu, segundo foi divulgado pelo diretorda Quaest Pesquisa, Felipe Nunes, é que aumentou o número de bolsonaristas que avaliam que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem relação com os atos golpistas, porém diminuiu entre lulistas.

“Ao longo do tempo, os eleitores moderados de Lula, que enxergam algum exagero nas acusações que Bolsonaro vem sofrendo tendem a relativizar suas posições. Ao mesmo tempo, os eleitores moderados de Bolsonaro, que enxergaram como graves as acusações contra o ex-presidente tendem a ficar mais severos na avaliação sobre seus atos, para não se sentirem cúmplices de algo que acreditam ser errado.”, disse Nunes.

Veja as postagens do cientista político Felipe Nunes:

Pesquisa Genial/Quaest inédita mostra que, passados dois anos, a grande maioria dos brasileiros (86%) condena os atos de invasão e vandalismo de 08/01!

Entre 2023 e 2025, desaprovação caiu 8 pts, mas continua maior do que à da invasão ao Capitólio nos EUA.

A desaprovação aos atos aparece próxima dos 86% em todas as regiões do país, faixas de renda, escolaridade e idade. Não há diferença estatistica nem mesmo entre de Bolsonaro e Lula. O índice de desaprovação é alto nos dois grupos, 85% e 88%.

“A rejeição aos atos do 8/1 mostra a resistência da democracia brasileira e a responsabilidade da elite política brasileira. Diante de tanta polarização, é de se celebrar que o país não tenha caído na armadilha da politização da violência institucional”

Vale comparar os dados do Brasil com o dos EUA. Em jan/21, logo depois da invasão do Capitólio, 9% dos americanos aprovavam os atentados (no Brasil 4%). Um ano depois, a aprovação nos EUA foi a 14% (no Brasil, 6%); e dois anos depois, chegou a 20% (mas no Brasil foi só a 7%).

“Enquanto Biden politizou o debate sobre o 6/1, fazendo com que Rep e Dem se comportem como torcedores diante de um jogo de futebol; o governo Lula, a meu ver, tem tratado o assunto na maior parte das vezes com cautela, permitindo que o assunto seja conduzido no tempo do estado democrático de direito”

Perguntados sobre a possibilidade de influência de Bolsonaro na organização dos atos, 50% acreditam que sim, ele teve algum tipo de influência, enquanto 39% defendem que não. São números parecidos com os de fevereiro de 2023, quando a primeira pesquisa foi feita.

Vale destacar a mudança na tendência do ano passado pra cá. Entre 23 e 24, parecia que haveria uma relativização da participação do ex-presidente na organização dos atos. Mas essa tendência não se confirmou, sugerindo mudança significativa na percepção sobre o que aconteceu.

O fato mais contundente capaz de provocar essa mudança foi a deflagração dos documentos e evidências em torno da tentativa de golpe de estado. Vale lembrar que 48% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro participou do plano de tentativa de golpe, enquanto 34% defendem que não

Também chama atenção o efeito centrípeto de moderação dos eleitores de Bolsonaro e Lula. Em relação à influência do Bolsonaro no 8/1, essa percepção caiu entre os eleitores de Lula e aumentou entre os bolsonaristas.

“Ao longo do tempo, os eleitores moderados de Lula, que enxergam algum exagero nas acusações que Bolsonaro vem sofrendo tendem a relativizar suas posições. Ao mesmo tempo, os eleitores moderados de Bolsonaro, que enxergaram como graves as acusações contra o ex-presidente tendem a ficar mais severos na avaliação sobre seus atos, para não se sentirem cúmplices de algo que acreditam ser errado.”

“É imperativo que esse debate sobre o 8/01 não seja contaminado por cores partidárias, já que se trata de um problema político nacional. É a defesa das regras, da Constituição e da própria democracia que estão em jogo neste caso”

( da redação com postagens no X. Edição: Política Real