31 de julho de 2025
Mundo e Poder

Apesar de se falar da inflação, FAO, ligada a ONU, informa avaliação que o preço dos alimentos caiu 2,1%, no mundo, comparado com o ano de 2023

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Com ONU News.

(Brasília-DF, 03/01/2025) Apesar de ter se falado da força da inflação nos países ricos e em desenvolvimento, como no Brasil, nesta sexta-feira, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, ligada as Nações Unidas( ONU), divulgou avaliação apontando uma queda de 2,1% nos alimentos no ano de 2024 em comparação com o ano anterior, marcando um período de redução nos preços médios

Açúcar e produção brasileira

A avaliação mensal dos preços de cinco principais categorias de commodities alimentares nos mercados internacionais atingiu 127 pontos em dezembro e 122 pontos no ano inteiro.

As quedas observadas nos preços do açúcar e dos cereais foram as mais salientes. Entre novembro e dezembro, houve previsões de melhores safras de cana-de-açúcar nos principais produtores, incluindo o Brasil.

A produção de cana brasileira é mencionada no índice pelo impacto que teve na queda dos preços do açúcar em 13,2%. As exportações recordes durante o ano e a perspectiva positiva de fornecimento global para a temporada 2024/25.

O Índice de Preços de Cereais também seguiu a tendência de queda, com média de 113,5 pontos no ano. A queda foi de 13,3% em relação a 2023, marcando um segundo declínio anual em relação aos recordes de 2022.

Os preços de oleaginosas aceleraram 0,5% em dezembro, acompanhando a alta de 9,4% observada ano a ano.

Forte aumento nos preços da manteiga

Os preços dos laticínios também tiveram alta significativa ao alcançar uma média de 4,7% acima dos níveis de 2023. Em dezembro, o valor anual na categoria subiu 17%, impulsionado por um forte aumento nos preços da manteiga.

Já em relação aos preços da carne, houve um crescimento de 7,1% em dezembro em relação ao ano anterior. O ano fechou com uma alta média de 2,7% em relação a 2023.

No geral, os custos mais altos observados nas carnes bovina, ovina e de aves compensaram a queda nos preços da suína. O Brasil teve influência em relação às aves, que registrou um ligeiro declínio devido à ampla oferta de exportação.

Para a FAO, apesar do otimismo cauteloso pela queda dos preços da comida observada de uma forma geral no ano passado para estabilizar os mercados globais, há tendências de alta de custos de commodities como oleaginosas e laticínios.

Esta propensão ressalta os desafios contínuos para os quais os profissionais da indústria alimentícia devem entender e se adaptar devido à potencial resposta dos mercados às restrições de oferta e à evolução da demanda global.

( da redação com informações de assessoria e ONU News. Edição: Política Real)