Primeiro dia útil do ano revela bolsa e dólar em queda, movimento foi na contramão do desempenho global da divisa
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( Publicada originalmente às 18h 55 do dia 02/01/2025)
(Brasília-DF, 03/01/2025) Nesta quinta-feira, 2, o Ibovespa iniciou o ano em leve queda. O principal índice da B3 fechou o primeiro pregão de 2025 em baixa de 0,13%, aos 120.125 pontos.
O dia foi de liquidez reduzida nos mercados na volta do feriado do dia 1º. Em 2024, o Ibovespa acumulou baixa de 10,36%.
A moeda americana também recuou. O dólar chegou a subir a R$ 6,22 na máxima do dia, mas virou para queda de 0,28% e encerrou a primeira sessão cotado a R$ 6,16.
O movimento ocorreu na contramão do desempenho global da divisa. O dollar index, indicador que mede a força da moeda contra uma cesta global de divisas, avançou 1%.
No exterior, os principais índices de ações dos Estados Unidos chegaram a ensaiar uma recuperação após a queda de quatro dias que marcou o fim de 2024. Mas a tendência negativa prevaleceu, e as bolsas fecharam em baixa.
Tendências de Janeiro
Em janeiro, o mercado concentra atenções na posse de Trump. Esperamos sinalizações mais claras no que tange a temas como tarifas, regulações e gasto público. Essas temáticas serão fundamentais para traçar cenários para os próximos quatro anos, e possuem forte potencial de impacto sobre a trajetória fiscal dos EUA, e consequentemente, sobre a trajetória de juros.
O restante do mundo espera definições sobre questões como tarifas, e as bolsas globais devem continuar a ser impactadas pelos efeitos do dólar forte e treasuries em alta até que Trump reduza a incerteza ao estabelecer o tom da política econômica em seu segundo mandato. Ao final do mês, o comitê de política monetária do Federal Reserve voltará a se reunir. O mercado atualmente espera manutenção das taxas dos Fed Funds no intervalo entre 4,25% e 4,50%, mas segue atento às divulgações de dados econômicos ao longo de janeiro.
A temática de inteligência artificial deve continuar sendo fortemente influente em 2025. Ao passo que em 2023 o rali do tema foi ligado à produção de chips de capacidade mais elevada, em 2024 a alta se estendeu à infraestrutura relacionada à inovação, notadamente com o aumento da demanda por energia elétrica. Em 2025, a demanda final e o potencial de gerar receita com o aumento de capacidade de computação e processamento de AI deve guiar a narrativa e as ações relacionadas ao tema nas bolsas.
Questões geopolíticas seguem em alta. A postura do novo governo americano em relação a temas como a guerra entre Rússia e Ucrânia, conflitos no Oriente Médio, sanções ao Irã e relações com a China serão monitoradas de perto e podem afetar preços de commodities energéticas, comércio internacional e a velocidade de discussão de acordos comerciais e temas como near shoring.
( da redação com informações da Bloomberg Linea e XP. Edição: Política Real)