31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil, com mercados fechados hoje e amanhã atenção para venda de dólares pelo BC, na quinta-feira

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Mercados em leve alta

(Brasília-DF, 24/12/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta. No Brasil, os mercados vão estar fechados hoje e amanhã e na quinta-feira, o BC anuncia venda de US$ 3 bilhões para enfrentar os últimos dias de câmbio no Brasil.

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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em leve alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%), em dia de baixa liquidez, em que os mercados têm horário reduzido de negociações. Ontem, dados mais fracos de atividade econômica e liderança da performance de empresas de Tecnologia foram os principais destaques.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,4%), impulsionadas pela recuperação de Novo Nordisk. As bolsas chinesas fecharam positivas (CSI 300: 1,3%; HSI: 1,1%), após sinalizações de que governo adotará política fiscal mais proativa, com expansão de subsídios.

IBOVESPA -1,09% | 120.767 Pontos.  CÂMBIO +1,91% | 6,19/USD

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 1,1%, aos 120.767 pontos. O desempenho do índice segue repercutindo o pessimismo dos investidores com os rumos da política fiscal, e as expectativas em relação ao nível da taxa Selic para o final de 2025 foram revisadas de 14,00% para 14,75%, como medida pelo Boletim Focus (veja mais aqui). Por conta disso, o dólar fechou o dia em R$ 6,19 (+1,7%) e a curva de juros abriu de forma significativa em toda a sua extensão.

Com isso, os papéis mais sensíveis aos juros como Alpargatas, Vivara e CVC (ALPA4, -6,5%; VIVA3, -6,2%; CVCB3, -6,1%) foram novamente os destaques negativos do pregão. Já o principal destaque positivo do dia foi Hypera (HYPE3, +3,3%), após o controlador da farmacêutica EMS, através de um fundo de investimentos, ter aumentado a sua participação na companhia.

Na terça-feira e quarta-feira, os mercados estarão fechados no Brasil. No cenário internacional, teremos a divulgação dos dados de pedidos de bens duráveis e vendas de casas novas nos EUA, ambos referentes a novembro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira (23) com forte abertura ao longo da curva. No Brasil, a deterioração do risco fiscal se intensificou após decisão do STF suspender o pagamento de emendas parlamentares da ordem de R$ 4,2 bilhões. O DI jan/26 encerrou em 15,22% (+30,6bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 15,47% (+47,2bps); DI jan/29 em 15,05% (+48,7bps); DI jan/31 em 14,71% (+46,5bps). Nos EUA, os investidores reagiram à aprovação da lei de financiamento que evita o governo americano de ultrapassar o teto da dívida. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos terminaram o dia em 4,33% (+3,0bps), enquanto os de dez anos em 4,59% (+7,0bps).

Economia

A taxa de câmbio brasileira voltou a atingir 6,2 reais em relação ao dólar norte-americano, perdendo quase 2% durante o dia. A moeda brasileira está em queda de cerca de 25% mais depreciada no acumulado do ano devido a razões globais (Fed mais concervador, preços mais baixos das commodities) e à maior percepção de risco local, particularmente quanto à sustentabilidade fiscal.

O Banco Central anunciou que venderá US$ 3 bilhões de suas reservas internacionais na próxima quinta-feira (26/12) para fornecer liquidez aos mercados. Em tema correlato, o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos brasileiro acumulado em 12 meses aumentou para 52,4 mil milhões de dólares em Novembro (-2,4% do PIB) face a 49,4 mil milhões de dólares em Outubro (-2,2% do PIB) – um ano antes o resultado foi de 25,8 mil milhões de dólares (-1,2% do PIB).

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)