DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, o Mercado ainda avalia os números sobre emprego com carteira assinada
Veja os números
(Brasília-DF, 31/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos aponta que os mercados globais estão em queda e no Brasil o Mercado está comentando os resultados da pesquisa Caged.
Veja mais:
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,8%; Nasdaq 100: -1,1%) após a divulgação de dados de Meta e Microsoft. Hoje, empresas como Mastercard, Intel, Apple e Amazon divulgam resultados do terceiro trimestre.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,8%). As bolsas chinesas fecharam mistas (CSI 300: 0,04%; HSI: -0,3%), após dados de atividade industrial mais fortes que o esperado.
Economia
O PIB dos EUA cresceu 2,8% no 3º trimestre em relação ao 2º trimestre de 2024 (variação anualizada e dessazonalizada), um pouco abaixo da projeção de mercado de 2,9%. A abertura do PIB confirmou que a economia americana segue robusta. A despesa de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) avançou 3,7% na comparação trimestral, acima das projeções (3,3%). A força do consumo reflete, em grande medida, a resiliência do mercado de trabalho. Neste sentido, o setor privado dos EUA registrou criação líquida de 223 mil empregos em setembro, muito acima da expectativa de mercado (111 mil). Em nossa opinião, os dados recentes de atividade são consistentes com o cenário de “pouso suave” da economia americana. Projetamos que o PIB dos EUA crescerá 2,8% em 2024 e 2,1% em 2025.
Na Zona do Euro, a medida de núcleo da inflação ao consumidor – exclui os itens de alimentos e energia – registrou elevação anual de 2,7%, ligeiramente acima da expectativa de 2,6%. Os dados de inflação reforçam nossa visão de que o Banco Central Europeu (BCE) reduzirá suas taxas de juros de referência em 0,25 p.p. na próxima decisão de política monetária.
Na agenda internacional desta quinta-feira, destaque para a divulgação do deflator PCE nos Estados Unidos, a medida de inflação favorita do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Segundo estimativas de mercado, a medida de núcleo do deflator deve mostrar elevação de 0,3% em setembro contra agosto e 2,6% no acumulado em 12 meses.
IBOVESPA -0,07% | 130.639 Pontos. CÂMBIO +0,05% | 5,76/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em leve queda de 0,1% ontem, aos 130.639 pontos. O dia foi marcado por declarações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmando que há um consenso dentro do governo sobre a necessidade de medidas de cortes de gastos, embora não tenha dado nenhuma previsão para que as medidas sejam anunciadas.
Os destaques positivos na Bolsa brasileira foram os papéis mais cíclicos como CVC, Carrefour e Magazine Luiza (CVCB3, +4,3%; CRFB3, +4,0%; MGLU3, +4,0%), repercutindo o fechamento dos juros futuros. Weg (WEGE3, -5,4%), ficou na ponta negativa, após a divulgação dos resultados do 3º trimestre da companhia (veja aqui o comentário).
Nesta quinta-feira, os destaques da agenda econômica serão o índice de custo de emprego nos EUA referente ao 3 trimestre, o PMI de manufatura Caixin de outubro na China e dados de inflação ao consumidor de outubro na Zona do Euro. Pela temporada de resultados do 3º tri, teremos Bradesco, Carrefour, CCR, EZTec, Irani e Marcopolo. Por fim, pela temporada internacional de resultados, AB Inbev, Amazon, Apple, Maersk, Mastercard, Shell e Uber reportam.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de quarta-feira com fechamento ao longo da curva. No Brasil, dados do Caged apontaram a abertura de 247 mil vagas de emprego em setembro, demonstrando que o mercado de trabalho segue aquecido, o que é visto pelo mercado como um sinal de que a política monetária permanecerá restritiva. No campo fiscal, membros do governo sinalizaram para um acordo de redução de despesas, contribuindo com o movimento de redução das taxas. Com isso, o DI jan/25 encerrou em 11,262% (queda de 1,1bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,735% (queda de 2,3bps); DI jan/27 em 12,88% (queda de 3,8bps); DI jan/29 em 12,89% (queda de 6,1bps). Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos fecharam em 4,15% (+4,0 bps) e os de dez anos em 4,29% (+1,0 bp).
No Brasil, os dados do o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reiteram o cenário de um mercado de trabalho aquecido. O saldo de ocupações formais deve totalizar 1,82 milhão em 2024 e 1,30 milhão em 2025.
Na agenda doméstica, por sua vez, atenções voltadas aos dados de mercado de trabalho (Pnad Contínua) e resultados fiscais do setor público consolidado referentes a setembro. Em relação ao primeiro, as expectativas apontam para recuo adicional na taxa de desemprego, de 6,6% para 6,5%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real