31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para a divulgação do Caged e a nota do mercado de crédito

Veja os números

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Mercados em alta

(Brasília-DF, 30/10/2024)  A Política Real teve acesso ao relatório da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para a divulgação do Caged (cadastro de empregos formais) e a nota do mercado de crédito.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,2%) na semana mais cheia da temporada de resultados e no aguardo de dados de atividade econômica. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,9%). As bolsas chinesas fecharam negativas (CSI 300: -0,9%; HSI: -1,6%), com cautela ante a proximidade das eleições americanas e no aguardo de novas medidas de estímulo.

Economia

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho segue em desaceleração e a caminho do equilíbrio. Os investidores seguirão atentos aos próximos dois dados de mercado de trabalho que serão divulgados ainda nessa semana. Na Zona do Euro, o PIB avançou 0,4% no 3º trimestre de 2024 ante o 2º trimestre, acima das expectativas de 0,2%. Foi a maior taxa de crescimento em dois anos. Quando comparado ao 3º trimestre de 2023, o PIB da Zona do Euro cresceu 0,9%, o melhor desempenho desde o início de 2023, acima das expectativas de 0,8%.

Nos EUA, o relatório de emprego JOLTS apresentou decréscimo de 7,9 milhões em agosto, para 7,4 milhões de vagas de emprego abertas em setembro. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos fecharam em 4,11% (-1,0 bp) e os de dez anos estáveis em 4,28%.

Para hoje, teremos a informação da primeira estimativa do PIB do terceiro trimestre nos EUA. Ademais, a criação líquida de empregos no setor privado (ADP) referente a setembro será divulgada, fornecendo maiores informações sobre o mercado de trabalho americano. Na China, conheceremos o índice PMI de outubro – uma sondagem com empresários sobre as condições econômicas e de negócios nos países.

IBOVESPA -0,37% | 130.729 Pontos.   CÂMBIO +0,92% | 5,76/USD

Ibovespa

O Ibovespa caiu 0,4% ontem, aos 130.730 pontos, enquanto o mercado segue no aguardo pelo pacote de gastos do governo federal e a divulgação de dados econômicos importantes na semana como o deflator PCE e o relatório de empregos de setembro nos EUA.

O Santander (SANB11, -5,1%) ficou entre os destaques negativos do pregão. Apesar de um resultado sólido, o banco sofreu após adotar um discurso cauteloso, reconhecendo um ambiente macro mais desafiador (veja aqui o comentário). Já o destaque positivo na Bolsa brasileira foi Minerva (BEEF3, +3,0%), ainda repercutindo a notícia de conclusão da compra dos ativos da Marfrig.

Para o pregão desta quarta-feira, teremos, no Brasil, o IGP-M de outubro e o Caged referente a setembro. No cenário internacional, teremos o relatório ADP de outubro e o PIB do 3º trimestre nos EUA. Já na Zona do Euro, destaque para o PIB e, no Japão, haverá a decisão de juros. Pela temporada de resultados, AES Brasil, Auren, D1000, ISA Cteep, Kepler Weber e Weg reportam seus balanços e, pela temporada internacional, Caterpillar, Lilly, Meta, Microsoft, Starbucks, UBS e Volkswagen.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com abertura dos vértices intermediários e longos da curva. No Brasil, o mercado adotou postura cautelosa em razão da desvalorização do real frente ao dólar (R$ 5,76), e da incerteza em relação às negociações do governo sobre o anúncio de um plano de corte de gastos. Com isso, o DI jan/25 encerrou em 11,252% (queda de 1,2bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,74% (alta de 3,1bps); DI jan/27 em 12,91% (alta de 7,4bps); DI jan/29 em 12,945% (alta de 9,4bps).

No Brasil, a conta corrente registrou déficit de US$ 6,5 bilhões em setembro, pior do que o esperado. Com relação ao resultado acumulado em 12 meses, o déficit foi de US$ 45,8 bilhões (-2,1% do PIB). Do lado da conta financeira, os ingressos líquidos de Investimento Direto no País (IDP) em setembro totalizaram US$ 5,2 bilhões em setembro, inferiores ao esperado. Ainda assim, o saldo acumulado em 12 meses até setembro totalizou US$ 70,7 bilhões (3,2% do PIB), permanecendo em níveis altos, que segue superando os déficits maiores do que o esperado na conta corrente.

No Brasil, destaque para a divulgação do Caged (cadastro de empregos formais) e a nota do mercado de crédito. Ambos os dados referentes a setembro.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)