DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil teremos agenda econômica esvaziada
Veja os números
(Brasília-DF, 23/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil veremos uma agenda esvaziada.
Veja mais
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,4%) ante nova alta nas taxas das Treasuries e no aguardo da divulgação de resultados do terceiro trimestre de 2024. Hoje, contaremos com os balanços de Coca-Cola, Boeing, Nextera, GE Vernova, entre outras antes da abertura, enquanto o principal destaque fica para após o fechamento com a divulgação dos resultados de Tesla.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,2%), no aguardo de resultados de empresas da região. As bolsas chinesas fecharam em alta (CSI 300: 0,4%; HSI: 1,3%), no aguardo de novas medidas de estímulo para o mercado, e após discussões sobre um fundo de estabilização do mercado de capitais no país.
Economia
Ontem, o FMI divulgou seu mais recente relatório “World Economic Outlook”, em que avalia as condições econômicas globais. O FMI manteve a projeção global de crescimento de 3,2% neste ano e revisou para 3,2% a projeção de 2025. Em relação ao Brasil, o FMI elevou a projeção de crescimento deste ano de 2,1% para 3,0%, puxado pelo aumento do consumo e do investimento.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que está confiante de que a meta de 2% para a inflação da região será atingida no próximo ano, apoiando novos cortes de juros, mas disse que o ritmo desses cortes continua dependente de dados.
IBOVESPA -0,31% | 129.951 Pontos. CÂMBIO 0,11% | 5,69/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda 0,3% ontem, marcando o quarto pregão consecutivo de desempenho negativo do índice, aos 129.951 pontos. A agenda econômica foi mais esvaziada, e o índice continuou sua tendência negativa mesmo em meio a um fechamento da curva de juros.
O principal destaque positivo do dia na Bolsa brasileira foi Hypera (HYPE3, +7,5%), repercutindo a oferta de fusão da farmacêutica EMS. Na ponta negativa, temos Azul (AZUL4, -5,7%), após a redução do preço-alvo da companhia por um banco de investimentos.
Nesta quarta-feira, teremos, pela agenda econômica, o PMI de serviços e manufatura do Japão referente a outubro e a publicação do Livro Bege nos EUA.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de terça-feira com fechamento dos vértices longos da curva. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reiterou em entrevista o comprometimento do BC em atingir a meta de 3,0% para a inflação, aliviando a precificação de risco nos ativos brasileiros. DI jan/25 fechou em 11,204% (queda de 0,5bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,69% (alta de 0,7bp); DI jan/27 em 12,85% (queda de 0,2bp); DI jan/29 em 12,855% (queda de 4,3bps).
Internacionalmente, o FMI destacou que houve progresso na luta contra a inflação, mas riscos de novas elevações ainda persistem. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries de dois anos fecharam em 4,03% (+1,0 bp) e os de dez anos em 4,20% (+1,0 bp).
No Brasil, o destaque desta terça-feira foram os dados de arrecadação tributária federal de setembro, que continuaram mostrando força e cresceram 11,6% em termos reais em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em nossa avaliação, além dos efeitos das medidas de aumento de receitas, o resultado reflete a atividade econômica mais forte e o mercado de trabalho aquecido.
Com uma agenda mais esvaziada, teremos a divulgação do Livro Bege nos EUA, um relatório que compila informações qualitativas sobre o estado da economia nos distritos onde o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) opera, e os dados do índice de gerentes de compras (PMI) do Japão referentes a outubro. Além disso, teremos o discurso de dois dirigentes do Fed, Michelle Bowman e Tom Barkin, e dois diretores do Banco Central do Brasil, Paulo Picchetti e Roberto Campos Neto.
( da redação com informações de assessoria. Política Real)