31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, sem divulgação de dados que mobilize o mercado

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 22/10/2024)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil sem grandes novidades no Mercado.

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Mercados globais

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,5; Nasdaq 100: -0,6%) no aguardo da divulgação de resultados do terceiro trimestre de 2024. Hoje, contaremos com os balanços de 3M, Lockheed Martin, General Motors e Verizon pela manhã, e Tesla, IBM e Boeing após o fechamento do mercado. A taxa das Treasuries de 10 anos apresentou alta devido à expectativa de atividade mais forte nos EUA e sinalizações mais duras de banqueiros centrais, o que contribuiu para a queda nas ações.

 

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), influenciadas pelo movimento dos EUA e no aguardo de resultados de empresas da região. As bolsas chinesas fecharam em alta (CSI 300: 0,6%; HSI: 0,1%), após o corte de 25bps na taxa básica de juros pelo banco central chinês (PBoC), assim como outras medidas de injeção de liquidez na economia e dados melhores que o esperado de desemprego entre jovens.

 

Economia

O petróleo Brent subiu 1,6%, alcançando US$ 74,20 por barril na segunda-feira, após uma queda de 7,6% na semana passada. Essa alta provavelmente foi impulsionada por tensões no Oriente Médio que ameaçam interrupções no fornecimento.

 

No Brasil, o boletim Focus apresentou previsões mais altas para a taxa Selic e a inflação em 2025. O consenso de mercado para o IPCA deste ano aumentou de 4,39% para 4,50%. Em relação ao PIB, a previsão de crescimento real para este ano subiu de 3,01% para 3,05%. O consenso de mercado para a taxa Selic se manteve em 11,75% para o final deste ano. Para maiores detalhes, leia o relatório completo “Boletim Focus: Taxa Selic e inflação mais altas em 2025 | 21.10.2024“.

 

A agenda internacional de indicadores está mais esvaziada devido à semana do FMI, um evento semestral que reúne líderes globais, Ministros de Finanças, Presidentes de Bancos Centrais, investidores institucionais, acadêmicos e representantes do setor privado para discutir questões econômicas. O FMI atualizará hoje suas perspectivas para a economia global.

 

IBOVESPA -0,11% | 130.362 Pontos.  CÂMBIO -0,12% | 5,69/USD

 

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,1%, aos 130.362 pontos, em dia marcado por uma agenda mais esvaziada, enquanto o mercado aguarda pelo início da temporada de resultados do 3º trimestre essa semana.

O principal destaque positivo foi Embraer (EMBR3, +4,2%), após a publicação dos números operacionais da companhia, que vieram sólidos e apresentaram um ritmo acelerado de entregas na Divisão Executiva (veja aqui o relatório completo dos nossos analistas). A Hapvida (HAPV3, -2,9%) ficou na ponta negativa, dando continuidade a tendência negativa do papel. No mês, já acumula uma queda de 8,8%.

Para o pregão desta terça-feira, teremos o início do Encontro do BRICS. Já pela temporada internacional de resultados, os destaques ficam para 3M, General Eletric, General Motors e RTX.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento dos vértices intermediários e longos da curva. No Brasil, o pronunciamento de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, reiterou a necessidade de um ajuste fiscal no país, culminando na diminuição da precificação de risco nos ativos locais. DI jan/25 fechou em 11,202% (alta de 0,4bp vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,665% (queda de 6bps); DI jan/27 em 12,835% (queda de 9bps); DI jan/29 em 12,88% (queda de 8,8bps). Nos EUA, o aumento das apostas de investidores na vitória presidencial de Donald Trump levou o mercado a adotar cautela perante as economias emergentes. Por lá, os rendimentos das Treasuries de dois anos fecharam em 4,02% (+7,0 bps) e os de dez anos em 4,19% (+11,0 bps).

No Brasil, a agenda também está reduzida, com destaque para a divulgação do IPCA-15 de outubro, marcada para quinta-feira.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)