31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil o mercado está atento com o futuro do juro no Brasil

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Mercados em negativo

(Brasília-DF, 15/10/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção do Mercado para o futuro do juro, o preço do dinheiro.

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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), em semana que a temporada de resultados do terceiro trimestre de 2024 começa a ganhar tração.

As bolsas chinesas fecharam em queda (CSI 300: -2,7%; HSI: -3,7%), após dados de balança comercial abaixo do esperado e no aguardo do detalhamento de estímulos fiscais prometidos pelo governo durante o fim de semana. Na Europa, as bolsas operam mistas, e o índice pan-europeu opera em queda (Stoxx 600: -0,2%).

Economia

No Reino Unido, o crescimento salarial desacelerou de 5,1% em julho para 4,9% em agosto. Enquanto isso, a taxa de desemprego permaneceu relativamente estável, passando de 4,1% em julho para 4,0% em agosto. Acreditamos que os dados apoiam uma redução na taxa de juros básica do Reino Unido na reunião de novembro. Na Zona do Euro, o indicador de Sentimento Econômico ZEW, atingiu 20,1 em outubro. Um valor acima de zero indica otimismo, enquanto um valor abaixo de zero indica pessimismo. Na Alemanha, o indicador subiu para 13,1, após atingir 3,6 em setembro. O movimento positivo ocorre após três meses de queda no sentimento econômico

IBOVESPA +0,78% | 131.005 Pontos. CÂMBIO -0,55% | 5,58/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta de 0,8% ontem, aos 131.005 pontos, perto da máxima do dia de 131.220 pontos, e recuperando o patamar dos 130 mil pontos, com 72 dos 86 papeis do índice fechando em alta, após notícias de que o governo prepara medidas de controle de gastos obrigatórios para serem apresentadas após a realização do segundo turno das eleições municipais, no fim de outubro.

O principal destaque positivo da sessão na Bolsa brasileira foi Assaí (ASAI3, +6,3%), após a Receita Federal cancelar o termo que determinava o arrolamento de ativos da empresa no valor de R$ 1,26 bilhão em razão de contingências tributárias relacionadas ao Pão de Açúcar (PCAR3, +0,0%). Já a Prio (PRIO3, -1,9%) foi o principal destaque negativo, após queda no preço do Brent de 2,0% devido aos dados decepcionantes de inflação na China, e a OPEC reduzindo a projeção de demanda para 2024 e 2025 pelo terceiro mês consecutivo.

Nesta terça-feira, haverá a publicação dos dados de produção industrial na Zona do Euro, referente ao mês de agosto. Pela temporada de resultados internacional do 3º trimestre, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, Johnson & Johnson, Louis-Vuitton Moët Hennessy, e United Airlines reportam seus balanços.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com forte fechamento por toda a extensão da curva. Em um dia de menor liquidez em razão de feriado nos EUA, os destaques no Brasil foram a alta de 0,23% M/M em agosto do IBC-Br, e os pronunciamentos alinhados entre Fernando Haddad e Gabriel Galípolo, nos quais ressaltaram a importância da sintonia entre as políticas fiscal e monetária. O DI jan/25 fechou em 11,132% (queda de 2,3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 12,53% (queda de 13,3bps); DI jan/27 em 12,645% (queda de 20,9bps); DI jan/29 em 12,62% (queda de 22,5bps).

No Brasil, as projeções de mercado do boletim Focus apontaram para juros mais altos em 2025. O consenso de mercado se manteve em 11,75% para o final deste ano. Para o final de 2025, as projeções subiram de 10,75% para 11,00%. Com relação ao final do atual ciclo de alta de juros, o mercado espera que a Selic atinja 12,00% em janeiro de 2025.

Na seara fiscal, o governo está preparando um “pacote relevante” de medidas de revisão de gastos, que deverá ser apresentado ainda neste ano. Segundo o Broadcast, essas medidas pretendem estabelecer uma política de Estado, válida independentemente da administração no poder. Um dos principais aspectos do plano é a compatibilidade entre a dinâmica de uma determinada despesa e o arcabouço fiscal. O envio ao Congresso deverá ocorrer ainda em 2024.

A agenda de hoje encontra-se relativamente calma, o foco será nas falas de diversos diretores do banco central dos Estados Unidos ao longo do dia, que podem trazer sinalizações adicionais sobre os próximos passos de política monetária.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real).