31 de julho de 2025
Brasil e Economia

Resultado primário de julho aponta déficit de R$21,3 bilhões em julho, informa BC

Veja os números

Publicado em
7cdb6d0b643b7c1ea28a68c8cc7fd300.png

(Brasília-DF, 30/08/2024)  O Banco Central divulgou as “Estatísticas Fiscais” com os dados atualizados até julho de 2024.​  O resultado primário do setor público consolidado foi deficitário em R$21,3 bilhões em julho, ante déficit de R$35,8 bilhões no mesmo mês de 2023.

O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais registraram déficits respectivos de R$8,6 bilhões, R$11,0 bilhões, e R$1,7 bilhão. Em doze meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$257,7 bilhões, equivalente a 2,29% do PIB e 0,15 p.p. inferior ao déficit acumulado nos doze meses até junho.

Os juros nominais do setor público não financeiro consolidado, apropriados por competência, somaram R$80,1 bilhões em julho de 2024, comparativamente a R$46,1 bilhões em julho de 2023. Essa evolução foi influenciada pelo resultado das operações de swap cambial (perda de R$9,9 bilhões em julho de 2024 e ganho de R$15,6 bilhões em julho de 2023). No acumulado em doze meses até julho deste ano, os juros nominais alcançaram R$869,8 bilhões (7,73% do PIB), comparativamente a R$641,3 bilhões (6,07% do PIB) nos doze meses até julho de 2023.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$101,5 bilhões em julho. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.127,5 bilhões (10,02% do PIB), ante déficit nominal de R$1.108,0 bilhões (9,92% do PIB) acumulado até junho de 2024.

Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP atingiu 61,9% do PIB (R$7,0 trilhões) em julho, reduzindo-se 0,3 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os impactos da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.), da desvalorização cambial de 1,9% no mês (-0,2 p.p.), dos ajustes da dívida externa líquida (-0,2 p.p.), do ajuste de privatização (-0,3 p.p.), dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), e do déficit primário (+0,2 p.p.). No ano, a DLSP elevou-se 1,0 p.p. do PIB, em função, sobretudo, dos impactos dos juros nominais (+4,8 p.p.), o déficit primário (+0,6 p.p.), do reconhecimento de dívidas (+0,2 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (-2,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial de 17,0% acumulada no ano (-1,9 p.p.), e do ajuste de privatizações (-0,3 p.p.).

A DBGG – que abrange Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 78,5% do PIB (R$8,8 trilhões) em julho de 2024, aumento de 0,7 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu principalmente dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), das emissões líquidas (+0,4 p.p.), e da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 4,1 p.p. do PIB resulta sobretudo da incorporação de juros nominais (+4,4 p.p.), da emissão líquida de dívida (+1,4 p.p.), da desvalorização cambial (+0,7 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (-2,6 p.p.).

( da redação informações de asssessoria. Edição: Política Real.)