DESTAQUES D DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para IGP-DI de julho
Veja os números
(Brasília-DF,07/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para IGP-DI de julho.
Veja mais:
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,5%; Nasdaq 100: 0,6%), dando sequência ao movimento de recuperação dos mercados após queda aguda nas segunda-feira por conta de dados de emprego mais fracos e desaceleração econômica, que podem ser interpretados como indicativo de possível recessão.
Ações globais sentem o efeito proveniente da Bolsa americana: na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 1,4%), e na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0%; HSI: 1,4%). O Japão, principal destaque do movimento de queda dos mercados globais, se recuperou parcialmente (Nikkei 225: 1,2%).
Nos EUA, os investidores aumentaram suas posições em ativos de risco, devido à diminuição do sentimento de recessão americana. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,99% (+10,0bps) e as de 10 anos em 3,90 % (+12,0bps), influenciados pelo leilão do tesouro americano. DI jan/25 fechou em 10,7% (alta de 11,3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,54% (alta de 32bps); DI jan/27 em 11,68% (alta de 24bps); DI jan/29 em 11,8% (alta de 9bps).
O Vice-Presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Uchida Shinichi, sinalizou que a instituição não voltará a elevar juros enquanto os mercados estiverem instáveis. Segundo a autoridade, “o Banco precisa manter o afrouxamento monetário com a taxa de juros de referência atual, já que os mercados financeiros e de capitais locais e internacionais estão extremamente voláteis” (tradução própria). Os mercados asiáticos estenderam recuperação após tais indicações.
IBOVESPA +0,80% | 126.267 Pontos. CÂMBIO -1,48% | 5,65/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta de 0,8% ontem, a primeira de agosto, impulsionada pelo setor financeiro, aos 126.267 pontos. O dia foi marcado por um movimento de recuperação das bolsas ao redor do mundo após as fortes quedas do dia anterior.
O principal destaque positivo foi Bradesco (BBCD3, +3,4%; BBDC4, +3,3%), após otimismo do mercado com a divulgação do balanço do segundo trimestre do banco (veja aqui o nosso comentário sobre o resultado). Do outro lado, o principal destaque negativo foi Vamos (VAMO3, -10,0%), após o mercado considerar negativo o resultado da empresa (veja aqui a nossa análise).
Para o pregão de quarta-feira, teremos a publicação do IGP-DI de julho no Brasil. Pela temporada de resultados do segundo trimestre, teremos Banco do Brasil, Braskem, Copel, Eletrobras e Ultrapar. Já pela temporada internacional, teremos CVS, Disney, Shopify e Sony. Veja aqui o nosso calendário de resultados do Brasil e o calendário de resultados internacionais.
Renda Fixa
As taxas da curva de juros encerraram a sessão de terça-feira com forte abertura nos vértices curtos e intermediários. No Brasil, a ata da última reunião do Copom adotou tom mais restritivo, como amplamente esperado pelo mercado. Com isso, as apostas de alta da Selic na reunião de setembro se elevaram, gerando efeito no dólar, que encerrou o pregão em queda de 1,5%, aos R$ 5,66.
Economia
O Banco Central publicou, ontem, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento repetiu o tom mais conservador (hawkish, no jargão econômico) apresentado no comunicado pós-decisão da semana passada, apontou os riscos de alta para a inflação e destacou, de forma unânime, que “não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta se julgar apropriado”. Continuamos a projetar a taxa Selic constante em 10,50% até o final de 2025. Porém, reconhecemos que as chances de aperto adicional da política monetária no curto prazo estão aumentando.
Agenda econômica relativamente tranquila nesta quarta-feira. No Brasil, atenções voltadas à divulgação do IGP-DI de julho (mercado: 0,68% m/m; 4,00% em 12 meses). No exterior, destaque para as estatísticas de crédito ao consumidor dos EUA em junho.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)