DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação da Ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 06/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil expectativa para divulgação da Ata do Copom.
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Os futuros nos Estados Unidos abriram em alta (S&P 500: 0,5%; Nasdaq 100: 0,6%) hoje, após queda aguda na véspera por conta de dados de emprego mais fracos e desaceleração econômica, que podem ser interpretados como indicativo de possível recessão.
Ações globais sentem o efeito proveniente da Bolsa americana: na Europa, as bolsas operam mistas, e o índice pan-europeu apresenta leve queda (Stoxx 600: -0,03%). Na China, as bolsas fecharam em leve queda (CSI 300: -0,01%; HSI: -0,3%). O Japão, principal destaque do movimento de queda dos mercados globais, se recuperou parcialmente: o Nikkei 225 teve a maior alta entre as bolsas (10,2%).
Economia
Os dados da pesquisa do Institute for Supply Management (ISM) mostraram uma forte recuperação dos serviços em julho, com o indicador atingindo 51,4 ante 48,8 no mês anterior – acima, portanto, da linha de 50 pontos que separa a contração da expansão. A recuperação do setor reduziu os temores de recessão nos Estados Unidos que fizeram com que o mercado acionário global tivesse fortes perdas no início da manhã de segunda-feira. Adicionalmente, os discursos de dois diretores do Fed indicaram oposição à ideia de que os dados de emprego de julho, mais fracos que o esperado, significam que a economia está em recessão. No Brasil, a pesquisa Focus continuou a mostrar deterioração das expectativas de inflação para este e o próximo ano, provavelmente em função da maior depreciação cambial.
IBOVESPA -0,46% | 125.270 Pontos. CÂMBIO +0,54% | 5,74/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda de 0,5% ontem, aos 125.269 pontos, repercutindo um aumento generalizado no temor dos investidores, que reagiram a dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos mais fracos, indicando uma maior possibilidade de recessão no país. Apesar disso, os mercados se recuperaram ao longo do dia, após dados do PMI de serviços nos Estados Unidos virem acima do esperado.
Um dos principais destaques positivos na Bolsa brasileira na segunda-feira foi o Bradesco (BBDC4, +7,6%), após os resultados do segundo trimestre, que vieram acima das expectativas do mercado (veja aqui o nosso comentário sobre os resultados da companhia). Já a CVC (CVCB3, -6,0%) ficou entre as principais quedas do índice, devido ao aumento da aversão ao risco, refletindo a deterioração do cenário macro global.
Para o pregão desta terça-feira, teremos a publicação da ata do Copom no Brasil e dados de exportações e importações na China. Na temporada de resultados do 2T24, no Brasil, teremos Grupo Mateus, Iguatemi, Itaú, PRIO. Já pela temporada internacional, teremos Airbnb, Caterpillar, Reddit e Supermicro. Veja aqui o nosso calendário de resultados do Brasil e o calendário de resultados internacionais.
Renda Fixa
As taxas do Tesouro Direto encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento por toda extensão da curva. Domesticamente, os ativos locais foram impactados pelo cenário internacional, o que levou o dólar ultrapassar o patamar de R$ 5,80/US$, e o Tesouro Direto a suspender suas negociações por cerca de 1h30. Apesar disso, ao fim do pregão, o dólar era cotado a R$ 5,74/US$, enquanto o mercado retirava a precificação de risco da curva.
Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 3,89% (+1,0bps) e as de 10 anos em 3,78 % (-2,0bps). DI jan/25 fechou em 10,55% (queda de 1,6bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,21% (queda de 7bps); DI jan/27 em 11,41% (queda de 8bps); DI jan/29 em 11,67% (queda de 8bps).
Na agenda do dia, destaque para a divulgação da ata do Copom da reunião de semana passada. Além dos detalhes sobre a decisão de manutenção dos juros, os analistas devem ficar atentos ao balanço de riscos do comitê e, em particular, a sinais sobre possíveis elevações de juros na próxima semana. No exterior, agenda de indicadores mais esvaziada, com divulgação apenas de dados de balança comercial nos Estados Unidos e na China.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)