31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados começam o dia em forte queda e no Brasil, na semana, deverá ser divulgado o IPCA de julho

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 05/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em forte queda e no Brasil, sem grandes índices a serem divulgados o destaque será o IPCA de julho.

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Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em forte queda (S&P 500: -2,7%; Nasdaq 100: -4,1%), após dados de emprego mais fracos serem interpretados como indicativo de possível recessão. Ações de tecnologia têm a pior performance, indicativo da ciclicidade do setor.

Ações globais sentem o efeito negativo proveniente das Big Techs e da Bolsa americana: na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -2,6%), com quedas disseminadas entre as principais regiões e setores, e na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -1,2%; HSI: -1,5%). O Japão seguiu como principal destaque do movimento de queda dos mercados globais. O Nikkei 225 teve a maior queda entre as bolsas (-12,4%), chegando a passar por circuit breaker, ampliando a queda iniciada após a decisão do banco central do país em elevar juros e reduzir o ritmo de compra de ativos.

Divulgado esta manhã, os preços ao produtor na Zona do Euro subiram 0,5% em junho de 2024, superando as expectativas de um aumento de 0,4%. Esse aumento encerrou sete meses consecutivos de deflação ao produtor. Os futuros do petróleo do tipo Brent caíram para menos de 75,2 dólares por barril na segunda-feira, aproximando-se de níveis não vistos desde dezembro, devido às preocupações crescentes de uma recessão nos EUA, o maior consumidor mundial de petróleo. A escalada das tensões no Médio Oriente também está sendo monitorada.

A agenda internacional está um pouco mais calma nesta semana. As sondagens empresariais PMI de julho serão divulgadas em diversos países, incluindo Estados Unidos, Europa, Reino Unido, China e Japão. Na quinta-feira, destaque para dados de comércio exterior na China. No mesmo dia, países vizinhos publicarão a inflação ao consumidor de junho, incluindo o Chile, Colômbia e México.

BOVESPA -1,21% | 125.854 Pontos.   CÂMBIO -0,49% | 5,71/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou julho com alta de 3,0% em reais e de 1,6% em dólares, mas agosto começou com preocupações com recessão nos EUA pesando nos ativos globais. Na semana, o índice brasileiro caiu 1,3% em reais e 2,3% em dólares, aos 125.854 pontos.

O principal destaque positivo da semana foi a TIM (TIMS3, +8,6%), com a divulgação de resultados positivos no 2T24 (leia nossa análise aqui). O principal destaque negativo foi a Braskem (BRKM5, -8,9%), após um relatório de produção e vendas do 2T24 considerado decepcionante (leia nossa análise aqui). Acesse aqui o nosso relatório completo.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com forte fechamento por toda extensão da curva, com mais intensidade nos vértices intermediários. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 39,50 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para 55,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. As taxas de juro real também tiveram grande redução, com os rendimentos NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,10% a.a. DI jan/25 fechou em 10,55% (-21,3bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,23% (-46,8bps); DI jan/27 em 11,43% (-50,7bps); DI jan/29 em 11,69% (-43,1bps); DI jan/34 em 11,78% (-31,1bps).

Economia

A produção da indústria brasileira cresceu 4,1% em junho ante maio, consideravelmente acima das expectativas (XP: 2,6%; consenso: 2,7%). Divulgado na sexta-feira nos EUA, o mercado de trabalho criou 114 mil empregos em junho, resultado abaixo das expectativas de 175 mil. A taxa de desemprego aumentou inesperadamente de 4,1% para 4,3%, aumentando preocupações de um enfraquecimento da economia.

No Brasil, a semana de indicadores econômicos também será mais calma. O destaque será a divulgação do IPCA de julho. Projetamos inflação de 0,35%. Além disso, teremos a divulgação da ata do Copom, que discorrerá melhor sobre a decisão de manutenção da taxa Selic pelo Banco Central.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)