31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil destaque para os dados de produção industrial

Veja os números

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Mercados em negativo

(Brasília-DF, 02/08/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call”, da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em forte queda e no Brasil atenção para os dados de produção industrial.

Veja mais:

Nesta sexta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em forte queda (S&P 500: -1,2%; Nasdaq 100: -1,8%), após divulgações de resultados de Apple, Amazon e Intel, sendo as duas últimas piores que o antecipado.

Ações globais sentem o efeito negativo proveniente das Big Techs e da Bolsa americana. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -1,9%), com baixas disseminadas entre as principais regiões e setores. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -1,0%; HSI: -2,1%), enquanto no Japão, o principal índice teve a maior queda entre as bolsas asiáticas (Nikkei: -5,8%).

Economia

Em decisão dividida, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) reduziu sua taxa de juros de referência em 0,25 p.p., para 5,00%. Cinco membros do comitê de política monetária do banco central votaram a favor desta decisão, enquanto quatro membros preferiram manter a taxa básica em 5,25%. O comunicado pós-decisão indicou que será apropriado deixar a política monetária “restritiva por tempo suficiente”. Acreditamos que o banco central do Reino Unido promoverá três cortes em sua taxa básica de juros este ano. Em 2025, o grau de flexibilização monetária dependerá da evolução do cenário econômico. A nosso ver, a taxa de juros terminal do BoE ficará entre 3,25% e 3,50%.

Na agenda econômica de hoje, atenções voltadas ao principal relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA (nonfarm payroll). A mediana das projeções aponta para criação líquida de 175 mil ocupações em julho, após 206 mil em junho, com a taxa de desemprego estável em 4,1%. O rendimento médio por hora subiu 0,3% na comparação mensal, segundo as expectativas de mercado (3,7% ante o mesmo período de 2023).

IBOVESPA +0,2% | 127.395 Pontos.      CÂMBIO +1,40% | 5,74/USD

Ibovespa

Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,2%, aos 127.395 pontos, com o dólar em alta, atingindo o patamar de R$ 5,73 no fim do pregão. O resultado negativo repercutiu a publicação do PMI de manufatura nos Estados Unidos, que mostrou uma atividade econômica mais fraca do que o esperado pelo mercado.

O principal destaque positivo na Bolsa brasileira do dia foi Vivo (VIVT3, +4,3%), após reportar bons resultados para o segundo trimestre de 2024 (veja aqui nossa análise sobre os resultados do segundo trimestre da empresa). Já o principal destaque negativo foi Dexco (DXCO3, -4,4%), que sofreu por conta da primeira prévia do rebalanceamento do Ibovespa indicar exclusão do ativo em sua carteira teórica (veja aqui nosso comentário sobre a primeira prévia do Ibovespa).

Para o pregão de sexta-feira, teremos a publicação do relatório de produção industrial de junho no Brasil e o relatório de emprego de julho nos Estados Unidos. Pela temporada internacional de resultados, teremos Chevron e Exxon Mobil. Veja aqui o nosso calendário de resultados internacionais e também o nosso calendário de resultados do Brasil.

Renda Fixa

As taxas do Tesouro Direto encerraram a sessão de ontem com fechamento da curva até a parte intermediária, e abertura da longa. Domesticamente, o tom restritivo do Copom e a perspectiva de corte de juros em breve pelo Fed ajudaram a reduzir o prêmio de risco nos ativos locais. Contudo o cenário internacional acabou por impactar a parte longa da curva e a taxa de câmbio, após intensificação das tensões no Oriente Médio.

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,16% (-13,0bps) e as de 10 anos em 3,99 % (-10,0bps). DI jan/25 fechou em 10,685% (queda de 3,9bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,56% (queda de 6bps); DI jan/27 em 11,81% (queda de 3bps); DI jan/29 em 12,02% (alta de 4bps).

No Brasil, destaque para os dados de produção industrial. Estimamos crescimento de 2,6% em junho, após a contração de 0,9% em maio com o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)