DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e. no Brasil se aguarda a reunião do Copom e a super-quarta-feira
Veja os números
(Brasília-DF, 31/07/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em forte alta e no Brasil atenção total a reunião do Copom do Banco Central que vai decidir sobre o futuro da Taxa Selic.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em forte alta (S&P 500: 1,0%; Nasdaq 100: 1,5%), na semana mais agitada da temporada de resultados do segundo trimestre, quando cerca de 33% da capitalização de mercado do S&P 500 reporta balanços. Ontem, Microsoft divulgou resultados abaixo do esperado, e cai cerca de 3% no pré-mercado. Hoje, Meta é o principal destaque da temporada, e o mercado também espera o anúmcio da decisão de política monetária do Federal Reserve, que deve sinalizar cortes de juros já em setembro.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 1,0%), impulsionadas por tecnologia após notícia de que ASML pode estar isenta de restrições de exportação para a China. A notícia favoreceu mercados chineses, cujas bolsas fecharam em alta forte (CSI 300: 2,2%; HSI: 2,0%).
Economia
No cenário internacional, o Banco do Japão aumentou a taxa de juro de referência de 0,0-0,1% para 0,25% e delineou um plano de aperto quantitativo, que reduzirá a compra mensal de títulos para cerca de ¥3 trilhões – metade da meta atual, até o início de 2026. Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor superou as expectativas, enquanto na China, o índice PMI Composto caiu para o nível mais baixo desde dezembro de 2022, refletindo um crescimento econômico mais fraco. Ademais, os preços do petróleo dispararam após a morte do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, intensificando as tensões no Oriente Médio.
IBOVESPA -0,64% | 126.139 Pontos. CÂMBIO -0,15% | 5,61/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda ontem, de 0,6%, aos 126.139 pontos, repercutindo uma baixa no preço das commodities, como o Brent (-0,7%) e o minério de ferro (-0,1%), que provocou um desempenho negativo para Vale (VALE3, -2,2%) e Petrobras (PETR3, -0,7%; PETR4, -0,6%). A petroleira também divulgou ontem, pós-mercado, os seus dados de produção do segundo trimestre deste ano, que vieram sequencialmente mais fracos (leia nosso relatório).
Entre os principais destaques negativos da Bolsa na terça-feira esteve São Martinho (SMTO3, -4,4%), após redução de recomendação de compra para neutro pela XP (leia nosso relatório). O destaque positivo foi o segmento de frigoríficos, com Marfrig (MRFG3, +3,0%) e JBS (JBSS3, +2,9%) liderando após projeções positivas por bancos de investimentos para o resultado do segundo trimestre (leia nossa prévias de JBS e Marfrig).
Para o pregão desta quarta-feira, teremos as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de PMI na China e CPI na Zona do Euro. Para a temporada de resultados do 2T24, no Brasil, teremos Ecorodovias, Gerdau, Irani, ISA Cteep, Kepler Weber e Weg. Já pela temporada internacional, teremos Boeing, HSBC, Mastercard e Meta. Veja aqui o nosso calendário de resultados do Brasil e o calendário de resultados internacionais.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com fechamento por toda extensão da curva. No Brasil, o Caged mostrou a abertura de 201.705 vagas formais de emprego, acima das 165 mil esperadas pelo consenso. Além disso, os investidores reduziram a precificação de risco nos ativos locais, em espera pelas decisões de juros do Federal Reserve e Copom.
Internacionalmente, o mercado adotou cautela após a intensificação das tensões no Oriente Médio. Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,35% (-1,0bps) e as de 10 anos em 4,15% (-2,0bps). DI jan/25 fechou em 10,71% (queda de 2,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,66% (queda de 7bps); DI jan/27 em 11,92% (queda de 8bps); DI jan/29 em 12,08% (queda de 10bps).
Na agenda, o destaque é a decisão de política monetária pelo Copom, com expectativa de manutenção da taxa Selic em 10,50%. Nos Estados Unidos, o Fed também deve manter a taxa de referência em 5,5%. Também haverá decisões de política monetária em países vizinhos e divulgação dos números de emprego do setor privado pelo ADP.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)