DESTAQUES DO DIA: Mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para estatísticas fiscais do setor público e da pesquisa Focus
Veja os números
(Brasília-DF, 29/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório da pesquisa “XP Investimentos” apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para a divulgação das estatísticas fiscais do setor público e da pesquisa Focus.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,6%), antecipando a semana mais agitada da temporada de resultados do segundo trimestre, quando cerca de 33% da capitalização de mercado do S&P 500 reportará balanços. Big Techs como Microsoft, Apple, Amazon e Meta divulgarão resultados nessa semana. Hoje, o destaque da temporada é Heineken.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%), impulsionadas pela expectativa de resultados. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,5%; HSI: 1,3%), com Bolsa de Hong Kong impulsionada pelo setor de óleo e gás.
Economia
Nos Estados Unidos, os dados de deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) divulgados na sexta-feira trouxeram uma inflação em queda, com arrefecimento da alta em preços de serviços, o principal foco de preocupação do Fed. A leitura aumentou a chance de uma queda de juros em setembro.
IBOVESPA +1,22% | 127.492Pontos. CÂMBIO +0,16% | 5,66/USD
Ibovespa
O Ibovespa caiu na semana passada, com queda de 0,1% em reais e 1,4% em dólares, para 127.492 pontos. Globalmente, os destaques da semana foram novamente dados americanos mais positivos, com o PCE de junho melhor do que o esperado, enquanto o PIB do 2° trimestre e a prévia do PMI vieram acima das expectativas. Do lado micro, a rotação do setor de tecnologia para papeis cíclicos continuou, e intensificou após balanços que decepcionaram, levando o Nasdaq a cair 2,6% e o S&P 500 a recuar 0,8%, enquanto o Russell 2000, o índice de small-caps americano, subiu 1,8%.
No mercado doméstico, o foco foi no relatório bimestral de receitas e despesas, confirmando o congelamento de R$ 15 bilhões em gastos, e os dados do IPCA-15, que vieram acima do esperado. A privatização da Sabesp (SBSP3) foi concluída, com o governo de SP vendendo sua participação acionária de 32% por R$ 14,8 bilhões – a ação sobe 15,8% em julho.
O principal destaque positivo da semana foi a Hapvida (HAPV3, +7,5%), com uma recuperação técnica. Já o principal destaque negativo foi a Usiminas (USIM5, -25,6%), após divulgação de resultados decepcionantes no 2T24.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram forte abertura por toda extensão da curva, com mais intensidade nos vértices intermediários. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 64,90 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para 39,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou perda de inclinação. As taxas de juro real também tiveram novo aumento, com os rendimentos NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,30% a.a. DI jan/25 fechou em 10,76% (7,6bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,71% (26,6bps); DI jan/27 em 11,96% (25,9bps); DI jan/29 em 12,15% (13,4bps); DI jan/34 em 12,1% (1,2bps).
No Brasil, dados do Tesouro Nacional mostraram que o governo central teve em junho um déficit de R$ 38,8 bilhões, encerrando o primeiro semestre deste ano com um déficit de R$ 68,7 bilhões, o pior desde 2020. O resultado coloca pressão sobre o governo depois do anúncio de um congelamento de gastos de até R$ 15 bilhões na segunda-feira.
Na agenda do dia, destaque nesta segunda-feira para a divulgação das estatísticas fiscais do setor público e da pesquisa Focus, ambas divulgadas pelo Banco Central. Na semana, as atenções ficam voltadas para as decisões de política monetária no Brasil (quarta-feira), além dos dados de emprego do Caged (terca-feira) e da Pnad (quarta-feira). Lá fora, o mercado estará atento para as decisões de política monetária no Japão (terça-feira), nos Estados Unidos (quarta-feira) e no Reino Unido (quinta-feira), além dos dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos e do PIB da Zona do Euro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real