31 de julho de 2025
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Joe Biden, em primeiro pronunciamento após desistir da reeleição, diz que era hora de "passar a tocha" para nova geração

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Com agências.

(Brasília-DF, 25/07/2024) Na noite dessa quarta-feira, 24, em seu primeiro pronunciamento após desistir de concorrer novamente à Presidência dos EUA, Joe Biden afirmou que "nada", nem mesmo "ambição pessoal", deve ser um obstáculo quando se trata de "salvar a democracia", e que era hora de "passar a tocha" para "vozes mais jovens".

"Acredito que meu histórico como presidente, minha liderança no mundo e minha visão para o futuro dos Estados Unidos mereciam um segundo mandato, mas nada - nada - pode ser obstáculo para salvar nossa democracia. Isso inclui a ambição pessoal", disse Biden, de 81 anos, em pronunciamento transmitido a parir do Salão Oval, na Casa Branca.

"Portanto, decidi que o melhor caminho a seguir é passar a tocha para uma nova geração. É a melhor maneira de unir nossa nação. Sabe, há um tempo e um lugar para longos anos de experiência na vida pública. Há também um tempo e um lugar para novas vozes, vozes frescas - sim, vozes mais jovens. E essa hora e esse lugar são agora", completou Biden, no pronunciamento que se estendeu por dez minutos.

No último domingo, quando oficializou sua desistência, Biden havia se limitado a divulgar um breve comunicado nas redes sociais e em seguida divulgar uma mensagem de endosso à sua vice, Kamala Harris, de 59 anos, como substituta na cabeça da chapa democrata.

Biden, em seu pronunciamento na quarta-feira, também fez elogios à sua vice. "Ela é experiente, durona, capaz. Ela tem sido uma parceira incrível para mim e líder do nosso país."", afirmou Biden durante seu quarto - e provavelmente último - pronunciamento à nação em cadeia nacional

Defesa do seu legado e agradecimento

Após a desistência, vários republicanos alinhados com Trump defenderam que Biden também renuncie à Presidência. A Casa Branca, no entanto, rechaçou a ideia. Biden também deixou claro em seu pronunciamento que pretende concluir o mandato, que expira em 20 de janeiro de 2025.

"Nos próximos seis meses, estarei concentrado em fazer meu trabalho como presidente", disse. "Isso significa que continuarei a reduzir os custos para as famílias que trabalham duro [e] aumentar nossa economia. Continuarei defendendo nossas liberdades pessoais e nossos direitos civis - desde o direito de votar até o direito de escolher", completou, fazendo no último caso uma referência em defesa do direito ao acesso aos cuidados de aborto, uma pauta que vem sendo ferozmente atacada pelos republicanos.

O presidente ainda mencionou temas externos, prometendo "continuar trabalhando para acabar com a guerra em Gaza, trazer de volta todos os reféns e trazer paz e segurança ao Oriente Médio". Horas antes do pronunciamento de Biden, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em visita a Washington, fez um discurso beligerante no Congresso dos EUA, no qual defendeu uma "vitória total" na guerra.

Biden ainda reiterou seu apoio à Ucrânia no conflito e disse que a assistência fornecida ao país para enfrentar a guerra de agressão contra a Rússia é uma de suas realizações que mais lhe trouxe orgulho. Biden ainda lembrou mencionou projetos aprovados no seu governo para enfrentar a crise climática, reduzir a violência e expandir o acesso à saúde.

Biden ainda relembrou o dia da sua posse, em janeiro de 2021, pouco depois da invasão do Capitólio (sede do Congresso dos EUA) por uma turba de extremistas trumpistas e ainda no meio da pandemia. "Estávamos no meio da pior pandemia do século, da pior crise econômica desde a Grande Depressão, do pior ataque à nossa democracia desde a Guerra Civil, mas nos unimos como americanos e superamos tudo isso. Saímos mais fortes, mais prósperos e mais seguros", disse.

Por fim, Biden agradeceu o povo americano e fez uma advertência contra o extremismo.

"Somos uma nação de promessas e possibilidades, de sonhadores e realizadores, de americanos comuns fazendo coisas extraordinárias. Dei meu coração e minha alma à nossa nação, como tantos outros. Em troca, fui abençoado um milhão de vezes com o amor e o apoio do povo americano. Espero que tenham uma ideia do quanto sou grato a todos vocês", disse.

"O melhor dos Estados Unidos é que aqui não são os reis e os ditadores que governam, mas o povo. A história está em suas mãos. O poder está em suas mãos. A ideia dos Estados Unidos está em suas mãos. Só precisamos manter a fé, manter a fé e lembrar quem somos. Somos os Estados Unidos da América e simplesmente não há nada, nada além de nossa capacidade quando fazemos isso juntos."

( da redação com agências. Edição: Política Real)