31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil atenção para vendas no varejo de maio no Brasil e a decisão de política monetária na Zona do Euro

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Mercados em leve alta

(Brasília-DF, 18/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em leve alta e no Brasil os mercados estão atentos vendas no varejo de maio no Brasil e a decisão de política monetária na Zona do Euro.

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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em leve alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%), após um dia de queda aprofundada desencadeada por fala mais dura de Trump, aumento de tensões geopolíticas e fatores técnicos.

Hoje, a temporada de resultados do segundo trimestre de 2024 segue ganhando tração com a divulgação do balanço de Netflix nos EUA e de TSMC e Infosys em Taiwan e na Índia, respectivamente.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,3%) e, na China, as bolsas fecharam em leve alta (CSI 300: 0,6%; HSI: 0,2%), em antecipação a anúncios do terceiro plenum, que ocorre ao longo dessa semana.

Economia

Após o início do ciclo de afrouxamento monetário em junho, o Banco Central Europeu (BCE) não deve alterar suas taxas de juros de referência e comunicação na decisão que será anunciada esta manhã. Os membros do BCE vêm enfatizando que o corte em junho não sinaliza uma redução linear de juros. Existe um consenso entre os analistas (temos o mesmo cenário-base) de que o BCE optará por reduzir as taxas de juros mais duas vezes em 2024, em setembro e dezembro. A nosso ver, os próximos passos da política monetária dependerão da inflação de serviços, elevação dos salários, gastos fiscais (particularmente na França e Itália) e decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

O Fed divulgou ontem o chamado Livro Bege, um relatório qualitativo que reúne informações sobre as condições econômicas correntes. Segundo o relatório, vários Distritos do Fed reportaram melhoria nas condições de oferta da mão de obra e menor ritmo de crescimento dos salários nos últimos meses. Além disso, os preços subiram a um ritmo modesto em praticamente todas as regiões, com certa estabilização nos custos com insumos. As informações do Livro Bege corroboram o cenário de reequilíbrio gradual do mercado de trabalho e continuidade da desinflação

Economia

Após o início do ciclo de afrouxamento monetário em junho, o Banco Central Europeu (BCE) não deve alterar suas taxas de juros de referência e comunicação na decisão que será anunciada esta manhã. Os membros do BCE vêm enfatizando que o corte em junho não sinaliza uma redução linear de juros. Existe um consenso entre os analistas (temos o mesmo cenário-base) de que o BCE optará por reduzir as taxas de juros mais duas vezes em 2024, em setembro e dezembro. A nosso ver, os próximos passos da política monetária dependerão da inflação de serviços, elevação dos salários, gastos fiscais (particularmente na França e Itália) e decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

O Fed divulgou ontem o chamado Livro Bege, um relatório qualitativo que reúne informações sobre as condições econômicas correntes. Segundo o relatório, vários Distritos do Fed reportaram melhoria nas condições de oferta da mão de obra e menor ritmo de crescimento dos salários nos últimos meses. Além disso, os preços subiram a um ritmo modesto em praticamente todas as regiões, com certa estabilização nos custos com insumos. As informações do Livro Bege corroboram o cenário de reequilíbrio gradual do mercado de trabalho e continuidade da desinflação

IBOVESPA +0,26% | 129.450 Pontos.  CÂMBIO +1,01% | 5,48/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou ontem em leve alta de 0,3%, aos 129.450 pontos. O movimento foi oposto aos mercados globais, afetados pela rotação fora do setor de tecnologia, após notícias que o presidente dos EUA, Joe Biden, pretende ampliar restrições dos EUA de vendas de chips avançados para a China.

O principal destaque positivo da sessão na Bolsa brasileira foi Usiminas (USIM5, +5,0%), após reiteração na recomendação de compra feita por um banco de investimentos, enquanto a BlackRock aumentou sua participação acionária na empresa. Já o principal destaque negativo foi CVC Brasil (CVCB3, -5,8%), pressionada pela abertura da curva de juros futuros.

Para o pregão desta quinta-feira, teremos dados econômicos importantes como vendas no varejo de maio no Brasil e a decisão de política monetária na Zona do Euro. Para a temporada de resultados internacional, temos Infosys, Netflix e TSMC. Veja aqui o nosso calendário de resultados internacionais.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura por toda extensão da curva. Domesticamente, apesar da fala do presidente da República aumentar a incerteza em relação à trajetória fiscal do país, o principal catalisador da elevação do prêmio de risco veio do ambiente externo. Indícios de que o Banco do Japão interveio no câmbio em prol do iene acabaram por desvalorizar as moedas emergentes, elevando a percepção de risco nesses mercados.

Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,42% (-1,0bps) e as de 10 anos em 4,16% (-1,0bps), após alta demanda no leilão do Tesouro. DI jan/25 fechou em 10,605% (alta de 3,2bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,18% (alta de 9bps); DI jan/27 em 11,43% (alta de 7bps); DI jan/29 em 11,77% (alta de 5bps).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real.)