31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil mercado atento a possível votação da chamada reoneração para os 17 setores e municípios

Veja os números

Publicado em
Mecados globais em alta

(Brasília-DF, 16/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para os números sobre inflação e sobre as compensações a desoneração propostas ao Governo que vai ser votada no Senado Federal, provavelmente, hoje.  

Veja mais:

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%), no aguardo do ganho de tração da temporada de resultados do segundo trimestre de 2024. Hoje, UnitedHealth, Bank of America, e Morgan Stanley e Interactive Brokers divulgam seus balanços.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%), com temores relacionados aos lucros de empresas de luxo. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0,6%; HSI: -1,6%). O PIB do segundo semestre decepcionou, e o banco central (PBOC) realizou injeção de liquidez nos mercados.

Economia

Nos Estados Unidos, após os comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, de que os dados recentes de inflação estão no caminho para a meta de 2%, a confiança no corte de juros em setembro aumentou. Além disso, Donald Trump foi oficialmente nomeado candidato presidencial para 2024, anunciando o senador J.D. Vance como seu vice. Na Zona do Euro, o Indicador de Sentimento Econômico ZEW caiu 7,6 pontos em julho, enfraquecendo o otimismo quanto ao crescimento econômico.

Nos EUA, o atentado contra Donald Trump acabou elevando a probabilidade do ex-presidente vencer as eleições. Com isso, o mercado passou a precificar um déficit maior, devido às propostas do republicano de que cortaria impostos. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,44% (-1,0bps) e as de 10 anos em 4,23% (+5,0bps). DI jan/25 fechou em 10,57% (queda de 1,6bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,15% (alta de 3bps); DI jan/27 em 11,41% (alta de 8bps); DI jan/29 em 11,74% (alta de 11bps).

Na agenda de hoje teremos os dados de vendas varejistas nos EUA referentes a junho às 9h30.

IBOVESPA +0,33% | 129.321 Pontos.    CÂMBIO +0,26% | 5,44/USD

Ibovespa

O Ibovespa marcou o 11º dia consecutivo de alta em reais ontem, subindo 0,33%, e o 9º pregão consecutivo de alta em dólares, de 0,11%, aos 129.321 pontos. O desempenho acompanhou a repercussão do atentado contra o ex-presidente Donald Trump, no último sábado, e as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre a inflação nos EUA. As declarações foram mais brandas, o que aumenta a possibilidade de um afrouxamento monetário em setembro.

O principal destaque positivo na Bolsa brasileira foi Suzano (SUZB3, +3,31%), impulsionada pela compra de duas fábricas da Pactiv Evergreen nos EUA, aumentando a presença da empresa no país. Já o principal destaque negativo foi Hypera (HYPE3, -1,93%), após relatório de um banco de investimentos apontar perspectivas de apresentação de resultados mais fracos para o 2º trimestre.

Para o pregão desta terça-feira, teremos os dados de vendas no varejo de junho nos EUA, e a divulgação de resultados internacionais do 2T24 como Bank of America, Charles Schwab, Morgan Stanley, e UnitedHealth Group.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira com fechamento nos vértices curtos, e abertura nos intermediários e longos. Domesticamente, apesar de o Boletim Focus ter apontado para a diminuição de 2bps do IPCA esperado em 2024 (4,00%) e elevação de 2bps no de 2025 (3,90%), e o IBC-Br de maio (0,25%) ter ficado abaixo das expectativas do consenso (0,30%), os ativos locais acabaram reagindo ao mercado americano.

No Brasil, as expectativas de inflação para 2024 caíram de 4,02% para 4,00%, enquanto para 2025 subiram de 3,88% para 3,90%. Na pauta fiscal, o governo federal insistiu na proposta de aumento da CSLL para compensar a desoneração da folha de pagamento, apesar da resistência do Senado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)