31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Segundo Censo 2022, rede de água atinge 82,9 % da população, mas pouco avançou comparado com números de 2010, informa IBGE

Veja os números

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(Brasília-DF, 23/02/2024) O “Censo 2022: Características dos domicílios - Resultados do universo” divulgado pelo IBGE hoje de manhã, 23, em Diadema, em São Paulo, também apresenta resultados quanto à principal forma de abastecimento de água dos domicílios no Brasil.

A rede geral de distribuição apareceu em 60,8 milhões de domicílios, onde residiam 167,5 milhões de pessoas (82,9%). Esse percentual é superior a ocorrência da opção registrada no Censo Demográfico de 2010 (81,5%), em que pese alterações realizadas no questionário para tornar mais rigorosa a classificação.

Poço profundo ou artesiano foi a segunda forma principal de abastecimento, aparecendo em domicílios que representam 9,0% da população. Na sequência, aparecem poço raso, freático ou cacimba (3,2%) fonte, nascente ou mina (1,9%).

Em conjunto, essas quatro formas, consideradas adequadas para fins de monitoramento do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), atendiam 96,9% da população em 2022.

Com menor ocorrência nacional, encontram-se o abastecimento por "carro-pipa" (1,0%), rios, açudes, córregos, lagos e igarapés (0,9%), e água da chuva armazenada (0,5%). Um conjunto de 0,6% da população utilizava principalmente formas de abastecimento que não se encaixavam nas opções do questionário.

Censo 2022: diferenças regionais na forma de abastecimento de água

A rede geral era a forma principal de abastecimento de água predominante em todas as regiões, mas com desigualdade nas proporções. Enquanto no Sudeste o percentual era de 91,0%, no Norte foi de 55,7%, e no Nordeste, de 76,3%. O Norte, inclusive, foi a região que apresentou as maiores proporções da população utilizando, principalmente, as formas de abastecimento poço profundo ou artesiano (24,3%) e poço raso, freático ou cacimba (11,8%).

O Nordeste apresentou as maiores proporções das formas de abastecimento "Carro-pipa" (3,5%) e "Água da chuva armazenada" (1,8%), enquanto a Região Norte apresentou a maior proporção da forma de abastecimento "Rios, açudes, córregos, lagos e igarapés” (5,3%). Entre as UFs, apenas São Paulo (95,6%) e Distrito Federal (92,8%) passavam dos 90% de moradores em domicílios com rede geral de abastecimento de água como forma principal. Na parte debaixo, Pará (48%), Rondônia (45,3%) e Amapá (43,7%) não chegavam a 50%.

“Já entre os municípios”, ressalta Bruno, “há peculiaridades regionais que mudam a lógica de atendimento das formas de abastecimento de água de maneira expressiva”. Em 4.753 municípios, 50% ou mais da população era abastecida principalmente por rede geral e em 5.157 municípios a rede geral era a forma principal predominante de abastecimento de água. Porém, uma das marcas das diferenças regionais citada pelo pesquisador está no quesito “carro-pipa”. Apesar da sua baixa expressão nacional, em 2022, foi a forma de abastecimento principal predominante em 68 municípios brasileiros, todos localizados no Nordeste.

O Censo 2022 também registra que em 69,3 milhões de domicílios, nos quais moravam 192,3 milhões de pessoas (95,1%), a água chegava encanada na residência. Para 2,5% da população, a água chegava encanada, mas apenas até o terreno. Para outros 2,4%, a água não chegava encanada.

No comparativo entre regiões, o Sul apresentava os maiores índices de moradores com água canalizada (99,4% na residência e 0,3% no terreno), enquanto o Norte apresentou os menores índices (87,1% e 6,4%, respectivamente), também apresentando o maior índice de residências sem água canalizada (6,4%)

Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal foram as UFs que ultrapassaram os 99% de moradores com água canalizada até a residência. Amazonas (9,6%), Acre 9,6%) e Pernambuco (9,2%) foram os estados com mais moradores sem água canalizada

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)