DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil, mercado avaliar Relatório Trimestral da inflação, votações finais no Congresso Nacional
Veja os números
(Brasília-DF, 22/12/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil mercado avalia as votações no Congresso e o Relatório Trimestral da Inflação.Na madrugada teve a votação do PL das bets.
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Nos Estados Unidos, os futuros operam em queda nesta sexta-feira (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), no aguardo de dados de inflação de novembro medida pelo deflator PCE, medida preferida pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). Ações ligadas a sportswear caem após divulgação de guidance mais fraco de Nike.
Os mercados europeus operam mistos, com índice pan-europeu em leve queda (Stoxx 600: -0,1%). Na China, o índice de Xangai fechou levemente positivo (CSI 300: 0,2%), mas o principal destaque foi o avanço das regulações sobre o setor de jogos online, que provocou queda no índice de Hong Kong (HSI: -1,7%). O petróleo sobe com tensões no mar vermelho e saída de Angola da OPEP+.
IBOVESPA +1,05% | 132.182 Pontos. CÂMBIO -0,53% | 4,89/USD
O Ibovespa teve alta de 1,1%, fechando a quinta-feira aos 132.182 pontos, primeiro fechamento acima dos 132 mil pontos de sua história. O índice brasileiro seguiu seus pares americanos, que se recuperaram da queda do dia anterior. A redução da taxa de juros da Treasury de 10 anos, para 3,89%, e o fechamento da curva de juros brasileira ajudaram a performance dos ativos. Já o dólar teve queda de 0,5%, encerrando o dia em R$ 4,89.
O principal papel que puxou a alta da Bolsa foi o da Vale (VALE3), que subiu 3,3% após alta do preço de minério de ferro, impulsionado pela expectativa de aumento da demanda pela economia chinesa, além de uma baixa nos seus estoques. Além do mais, a redução do risco de implosão de sua mina e um possível aumento da participação da Petrobras na empresa levaram a Braskem (BRKM5) a fechar com performance de +7,1%, a maior alta do dia.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam perto da estabilidade, com viés de alta. Os movimentos refletiram (i) a alta nos rendimentos (yields) dos Títulos Públicos norte-americanos (Treasuries), diante de uma correção após as recentes quedas; (ii) os comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que soaram mais conservadores na visão do mercado; e (iii) um leilão robusto do Tesouro Nacional de prefixados. DI jan/25 fechou em 10,06% (1bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,61% (1,5bps); DI jan/27 em 9,72% (4bps); DI jan/29 em 10,11% (3,5bps).
Economia
No Brasil, o Relatório Trimestral de Inflação do BCB trouxe elementos para justificar o atual ritmo de cortes da taxa Selic. No Congresso, tivemos a aprovação do PL das apostas esportivas e o Orçamento de 2024 deve ser votado hoje, dando fim ao ano legislativo.
Na seara internacional, a sexta-feira tem destaque para o deflator do PCE nos EUA, a medida de inflação predileta do Fed. Por lá, também teremos a leitura final da sondagem do consumidor da Universidade de Michigan.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)