31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil se espera a divulgação do IBC-Br de outubro assim como votação no Senado

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 20/12/2023)   A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o mercado avalia a decisão da S%P que melhora o rating do Brasil e a aprovação da LDO. Hoje, tem a votação da MP das Subvenções no Senado.  Hoje, deverá ser divulgado o IBC-Br de outubro.

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Nos Estados Unidos, os futuros operam em queda nesta quarta-feira (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -0,2%), correção da alta forte observada desde a última semana devido à comunicação mais branda do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Ontem, a FedEx reportou resultados abaixo do esperado, com redução da receita e guidance fraco, e cai cerca de 10% nas negociações pré-mercado.

Os mercados europeus operam mistos, com o índice pan-europeu misto (Stoxx 600: 0,0%) após dados de inflação na região. Na China, os índices fecharam mistos (CSI 300: 1,1%; HSI: 0,7%), com índice da China continental em queda após manutenção da taxa de juros de referência de um ano, enquanto o índice de Hong Kong sobe puxado por Alibaba, que anunciou mudanças no comando das subsidiárias de e-commerce, e notícia de corte de preços na investida de carros elétricos Xpeng.

Economia

O banco central chinês manteve as taxas de juros inalterada em mínimos históricos, em linha com o esperado pelo mercado e apesar dos apelos para que houvesse um afrouxamento monetário adicional para estimular a economia. No Reino Unido, a leitura de inflação de novembro mostrou uma queda inesperada tanto na inflação cheia quanto no núcleo, que exclui itens mais voláteis, embora os preços de serviços tenham caído bem menos.

IBOVESPA +0,59% | 131.851 Pontos.   CÂMBIO -0,80% | 4,86/USD

Ibovespa

O Ibovespa registrou leves ganhos e fechou em 131.850 mil pontos (+0,59%) na terça-feira, renovando a máxima histórica, e chegando até a cruzar 132 mil pontos durante a sessão. O mercado foi novamente impulsionado pelo setor de Óleo e Gás, pois o Brent subiu 2% com distribuidores suspendendo a rota do Mar Vermelho devido aos ataques a navios intensificando. No Brasil, destaque para a ata do Copom, que adotou um tom mais equilibrado entre mensagens duras e suaves, e a aprovação da reforma tributária levando o S&P a elevar a nota do Brasil de BB- para BB.

Movimentos positivos de ontem se repetiram hoje: papéis relacionados ao setor de Óleo e Gás, como Braskem (BRKM5, +7,15%) e Petroreconcavo (RECV3, +2,95%), se beneficiaram da alta do Brent, e Braskem, em particular, teve um movimento forte após o governo federal, via Petrobras, avaliar aumento na participação da companhia. Na outra ponta, Embraer (EMBR3, -2,74%) foi a maior baixa do pregão, em um movimento de realização de lucros após rali forte desde outubro.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam em ligeira queda, reagindo à ata do Copom e à revisão da nota de crédito do Brasil pela S&P. DI jan/25 fechou em 10,06% (0bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,625% (-3bps); DI jan/27 em 9,72% (-4,5bps); DI jan/29 em 10,14% (-6bps).

No Brasil, a ata do Copom trouxe poucas novidades em relação ao comunicado da semana passada, indicando um cenário global menos adverso, mas mantendo um tom cauteloso com a inflação, corroborando o cenário de cortes de 50 pontos base nas próximas reuniões. O Congresso Nacional aprovou a lei de diretrizes orçamentárias de 2024, com uma previsão de déficit zero e restrição ao contingenciamento a R$ 23 bilhões. A S&P revisou a nota de crédito do Brasil para cima (BB), ainda dois níveis abaixo do grau de investimento, após a aprovação da reforma tributária e outras reformas adotadas pelo país nos últimos anos.

Na agenda do dia, teremos a divulgação de vendas de casas existentes e do indicador de confiança do consumidor do Conference Board nos EUA e o indicador de confiança do consumidor na Zona do Euro. No Brasil, destaque para a divulgação do IBC-Br, uma medida de atividade econômica do Banco Central que deve mostrar retração da economia em outubro, além da expectativa pela votação da medida provisória que altera as subvenções de ICMS no Senado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)